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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Bhut jolokia a pimenta mais ardida do mundo


A Bhut Jolokia (também conhecida como Naga Jolokia, Ghost Chili, Ghost Pepper) é uma pimenta de origem Indiana do estado de Assam e de algumas regiões dos estados de Manipur e Nagaland considerada pelo Guinness World Records como a pimenta mais forte do mundo.

Ardência extrema


Uma novidade em todo o país em termos comerciais – a bhut jolokia, pimenta de origem indiana e considerada a mais ardida do mundo. As sementes importadas da Índia vingaram sob o calor de 40 °C durante o verão – por sinal, temperatura ideal para a maioria das pimenteiras –, e cada planta rende entre 100 e 150 frutos. A colheita mensal não ultrapassa os 30 quilos. Por essa razão, a jolokia é comercializada por unidade, pelo preço de 5 reais.

A bhut jolokia queima feito fogo. Sua ardência, calculada pela escala de Scoville (medida que determina a pungência), é de 1 milhão. Cada unidade dessa escala equivale à quantidade de vezes que um extrato de pimenta precisa ser diluído para que ela seja neutralizada. A ardência da americana red savina, até então considerada a mais forte do mundo, é de 577 mil. As brasileiras malagueta (150 mil) e cumari (220 mil) também não fazem frente à variedade indiana.

O ardor produzido por algumas pimentas tem a função de proteger as pimenteiras contra o ataque de fungos, bactérias, insetos e de mamíferos na natureza. Até então, a única maneira de determinar seu sabor é por meio da degustação, que impossibilita várias provas seguidas ou por análises bioquímicas – que são caras e de resultados demorados.

Bhut Jolokia
  • Espécie: Capsicum Chinense
  • Origem: Índia
  • Und. Scoville: 500.000 - 1.000.0000
  • Grau de Ardência: 8
  • Coloração Imatura: Verde
  • Coloração Madura: Vermelho
  • Comprimento Aproximado: 60 mm
  • Diâmetro Aproximado: 25 mm
Os primeiros rumores de sua existência iniciaram-se em meados do ano 2000, mas veio à tona publicamente apenas em 2005. Em 2006 iniciaram-se os testes definitivos para medir sua classificação, sendo executados pelo renomado Chile Pepper Institute da Universidade Estadual do Novo México. A Bhut Jolokia foi submetida a testes por quase 1 ano, sendo utilizados os métodos de análise de DNA e HPLC (High Performance Liquid Chromatography).

Durante os testes a Bhut Jolokia chegou a atingir um pico de 1.001.304 SHU, de acordo com o Chile Pepper Institute, conferindo a Bhut Jolokia o título de pimenta mais forte (pungente) do mundo até 2011. Desde 2011 algumas novas campeãs surgiram no cenário mundial das pimentas nucleares: a Trinidad Scorpion com aproximadamente 1.5 Milhões de SHU, a Chocolate 7 pot com 1.8 Milhões de SHU e a atual campeã a Trinidad Moruga Scorpion com a incrível marca de 2.000.000 (2 milhões!!) de SHU.

Cultivo 
 
 


 
A planta da Bhut Jolokia chega a atingir entre 450 mm a 1,2 metros e possui folhas com dimensões variando entre 50 x 100mm a 75 x 140mm (largura e comprimento, respectivamente), verdes e lisas. Seus frutos podem atingir até 30mm de diâmetro e 75mm de comprimento. Como característica comum de alguns frutos alongados pertencentes a espécia Capsicum chinense, a quantidade de sementes em cada fruto é reduzida. Bhut Jolokia prefere climas quentes e necessitam de um longo período para atingir o amadurecimento. Suas sementes germinam em torno de 10 dias, se mantidas em ambiente adequado à uma temperatura constante de 27°C, levando em torno de 120 dias para o amadurecimento.

Informações Gastronômicas

A Bhut Jolokia necessita de cuidados especiais para manuseio e principalmente utilização. Normalmente todo o seu interior (polpa e placenta) é retirado antes de utilizá-la em algum prato específico, para diminuir um pouco seu grau de ardência.

São utilizados tanto em sua forma seca quanto frescas, em saladas e molhos. Observação: deve-se utilizar proteção para as mãos, como por exemplo luvas, no manuseio dos frutos da Bhut Jolokia, para evitar danos à pele. Caso queira moer seus frutos, é essencial a utilização de proteção para os olhos.

A Bhut Jolokia, também sendo chamada de Naga Jolokia, necessita de cuidados especiais ao manusear, já que a capsaicina presente nela pode queimar a pele, além do cuidado ao utilizar ela. São bastante utilizadas secas e em conserva, podendo acompanhar saladas, carnes e molhos.

Maracujá - Pérola do Cerrado

Maracujá gigantePassiflora quafrangularis 

 

O maracujá gigante, Passiflora quadrangularis – Maracuja Gigante - Maracujina - Maracujá Melão, é originário da América Tropical. É uma planta trepadeira de grande porte, lenhosa, vigorosa e de crescimento rápido, podendo atingir 10 m de comprimento. Apresenta grande variação no tamanho, formato, peso, coloração e sabor dos frutos. É rico em vitamina C, cálcio e fósforo. Pode ser consumido ao natural ou na forma de sucos, doces, geleia, sorvete e licor.

 
 
A germinação de esta espécie e uma das mais complicadas de todos os maracujás, é muito importante seguir as instruções detalhadamente, caso contrário a germinação será de ZERO. Mesmo seguindo as instruções a germinação pode ser errática, e demorar de 2 meses até 1 ano. Não descarte a embalagem ou vaso onde semeou se sementes não germinarem em 30-60 dias!!!

Germinação

Coloque as sementes de molho por 24 horas antes de semear, em suco puro e natural de MARACUJÁ AZEDO. (Simplesmente pegue a polpa de um maracujá azedo e tire as sementes para que não se misturem com as do maracujá gigante e deixe as sementes em molho pó 24 horas)

Escarificar mecanicamente as sementes, usando uma lixa ou cortando um dos cantos das sementes (com muito cuidado) pode ajudar para que a umidade possa entrar nas sementes, entretanto, com esta técnica do maracujá azedo isto não é necessário.

Plantar bem raso, cobrindo-as com 3 mm de substrato. Não deixe secar a terra o substrato onde plantou as sementes.

Época: semear o ano todo em regiões quentes.

Recipientes: sacos de polietileno pretos, com furos, tamanho 14 x 28 cm, ou tubetes de polietileno (o maior de todos).

Substrato: O melhor é usar substrato para mudas, não terra.

Viveiro: controlar preventivamente as doenças fúngicas, a cada 15 dias na estação seca e a cada 7 dias nos períodos úmidos.

Tempo de preparo: mudas de sacos plásticos levam de 60 a 80 dias para emitir a primeira gavinha, quando então devem ser levadas para o campo. Mudas de tubetes formam-se em 40-45 dias, sendo transplantadas mais cedo e menores, o que exige maiores cuidados quanto à irrigação

Clima e solo: próprio para regiões tropicais e subtropicais, com temperatura média de 20 a 32ºC, precipitação anual de 800 a 1.700 mm anuais, bem distribuída, e alta luminosidade. Não tolera geadas ou ventos frios. Evitar face sul do terreno. Plantar em solos de textura média, profundos e bem drenados. Não utilizar baixadas, solos pedregosos ou com possibilidade de encharcamento.

Práticas de conservação do solo: plantar em nível e manter cobertura vegetal sempre roçada nas entrelinhas.

Adubação de produção: Adubar 4 ou 5 vezes por ano, nos meses de setembro, novembro, janeiro e março, antes dos principais fluxos de floração. Aplicar os adubos nas quantidades indicadas pelo fabricante em faixas de 2 x 1 m dos dois lados da planta. Aumentar essas doses em 25%;

Micronutrientes: em solos deficientes, aplicar juntamente com a primeira parcela da adubação de produção, no início da estação chuvosa, utilizando calda com 300 g de sulfato de zinco, 100 g de ácido bórico e 500 g de ureia por 100 litros de água.

Sistema de condução
: espaldeira com 1 fio de arame liso número 8 ou 10, fixo com mourões de 2 m de altura (mais 0,5 m enterrado), espaçados de 5 a 6 m. 


Pragas e doenças: pulverizar, quando necessário, de manhã bem cedo para não afetar os insetos polinizadores.

Podas: Poda de formação - conduzir a muda com haste única. Desbrotar periodicamente, até que ultrapasse o arame de sustentação em 20 cm.

Escolher duas brotações laterais para formar os cordões horizontais, um para cada lado da planta. Manter todas as brotações surgidas desses cordões, pendendo livremente na vertical (cortina produtiva), eliminando-se as gavinhas até 60 cm abaixo do arame.

Poda de produção - no início da brotação primaveril, com umidade no solo, cortar os ramos da cortina produtiva 60 cm abaixo do arame. Deixar secar, retirar e queimar os ramos podados.

Polinização: Natural - exclusivamente por mamangavas. Artificial - manual, complementar e cruzada. Fazer entre 13 e 17h, nos picos de florescimento, por movimento ascendente nas flores, com as pontas dos dedos.

Coletar pólen de diferentes flores, distantes umas das outras, antes de iniciar a operação de forma contínua.

Dados da Embrapa

Nome do produto: Maracujá BRSGA1-Gigante Amarelo-Sementes

Forma de comercialização: Sementes

Informações sobre o produto: A cultivar BRS Gigante Amarelo (RNC: BRS GA1) apresenta fruto amarelo, formato oblongo, com base e ápice ligeiramente achatados, rendimento de polpa em torno de 40%.

Sua produtividade nas condições do Distrito Federal, irrigado e plantado no período de maio a julho, no espaçamento de 2,5 m x 2,5 m, tem ficado em torno de 42 t/ha no primeiro ano, mesmo com ataque da virose. No segundo ano de produção, essa produtividade fica em torno de 20 a 25 t/ha, dependendo do manejo. Apresenta boa tolerância à antracnose. Plantio em qualquer época do ano (quando irrigado), em diferentes tipos de solo. Não se adapta a regiões sujeitas a geadas.
 
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O maracujá BRS Gigante-Amarelo, lançado pela Embrapa Cerrados em 2008, começa a provar resultados expressivos a campo e atrai produtores

Quando o produtor rural José dos Reis Landim descarrega maracujás nos mercados de Brasília, não é incomum alguém achar que se trata de melões. A confusão é compreensível, dado o amarelo brilhante e o tamanho das peças. Enquanto o fruto convencional pesa em torno de 200 gramas, as unidades produzidas na chácara gerenciada por ele, no Núcleo Rural Pipiripau, em Planaltina, DF, podem chegar a 700 gramas. “As pessoas caem em cima. Dizem que nunca tinham visto um maracujá assim em toda a vida”, conta.

Enquanto a produtividade média nacional é de 14 toneladas por hectare, a colheita do “supermaracujá” – a cultivar BRS Gigante-Amarelo – vem atingindo de 60 a 70 toneladas (com 1.600 plantas) em áreas com clima e manejo adequados. Apesar de ainda estar em meio à primeira colheita (o plantio ocorreu em maio do ano passado e os frutos começaram a cair de maduros no final de novembro), o agricultor já contabiliza o triplo da quantidade juntada no chão em relação à cultivar convencional.

“É mais comercial, mais bonito e amarelo. Tem um fruto graúdo que chamamos de ‘extra’. Arruma mais clientes, e isso faz diferença no preço. Conseguimos 25 reais pelo saco de 12 quilos, enquanto eles pagam 12 reais pelo médio”, compara.

Os maracujás têm formato alongado – com a base e o ápice ligeiramente achatados – e apresentam quatro lóbulos (tetraestigma). Os outros diferenciais são coloração de polpa alaranjada – mais concentrada e com maior quantidade de vitamina C –, homogeneidade, resistência ao transporte e maior tempo de prateleira (duram cerca de dez dias). Quanto à sanidade, apresentam boa tolerância à antracnose e bacteriose, apesar de serem suscetíveis à virose, à verrugose e às doenças causadas por patógenos de solo.
 

Outro fator que motiva os agricultores é a precocidade da Gigante. Segundo Landim, as plantas começaram a florar em quatro meses, cerca de 90 dias antes das comuns. O pesquisador da Embrapa Cerrados Nilton Tadeu Vilela Junqueira confirma a rapidez da espécie: em seis meses ela está produzindo. 
 
O reflexo pode ser traduzido em retorno financeiro praticamente imediato. “O valor pago tem sido bom nos últimos anos, apesar das oscilações. No ano passado, as indústrias pagaram, em média, mil reais por tonelada. No mercado in natura, a mesma quantidade recebeu 1,5 mil reais”, diz.

Nordeste é líder no cultivo e os estados do Sudeste não alcançam índices tão interessantes. “As variedades respondem bem, mas depende do manejo. Tem gente que produz 50 toneladas. O cultivo da Gigante-Amarelo pode ser realizado em qualquer época do ano (quando irrigado) e em diferentes tipos de solo, mas há indicadores de adaptação em áreas quentes e secas preferencialmente.

Os 10 Benefícios do Maracujá Para Saúde

O Maracujá é uma fruta altamente nutritiva é amplamente disponível na América do Sul. Ele tem uma grande variedade em cores. Roxo e amarelo são os mais comuns.

Ele contém uma quantidade elevada de nutrientes, de antioxidantes que protegem contra o câncer, envelhecimento precoce e inflamação, grande quantidade de fibra, que é eficaz para melhorar a digestão.

Benefícios do maracujá na prevenção do câncer: O Maracujá contém uma grande quantidade de Vitamina C. cerca de 50% do valor diário. Maracujá contém vitamina A e flavonoides que são eficazes em proteger contra o câncer de boca e câncer de pulmão.

Benefícios do maracujá para pressão arterial: O Maracujá é altamente eficaz no combate a pressão arterial elevada. Ele contém 348 mg de potássio e com isso equilibra o nível de sódio no corpo. Altos níveis de sódio no corpo aumentam o risco de pressão alta e outras doenças como ataque cardíaco ou acidente vascular cerebral.

Benefícios do maracujá para o cólon: o maracujá contém fibra solúvel, elas limpam toxinas armazenadas no cólon. Estas toxinas são responsáveis pelo câncer de cólon. 100 g de maracujá fornece 27% das fibras exigidas pelo organismo por dia.

Benefícios do maracujá para os olhos: O maracujá é um dos alimentos mais saudáveis e benéficos para a saúde dos olhos. Ele contém uma grande quantidade de antioxidante, Vitamina A, C e flavonoides. Estes nutrientes protegem os olhos dos danos causados pelos radicais livres.

Benefícios do maracujá no aumento da produção de sangue: O Maracujá contém uma grande quantidade de Ferro, que é 20% do valor diária necessário para o corpo. Junto com o Ferro, o Maracujá ainda é uma rica fonte de vitamina C. A vitamina C aumenta a capacidade de absorção de Ferro.

 
 
Benefícios do maracujá na digestão: as frutas contêm uma grande quantidade de fibras solúveis, elas ajudam a melhorar a digestão. Também melhoram a capacidade de absorção dos nutrientes para o corpo.

Benefícios do maracujá para imunidade: A vitamina C é altamente eficaz para aumentar a imunidade, para proteger de doenças comuns como gripe, resfriado e infecções.

Saúde cardiovascular: O maracujá ajuda a reduzir os níveis do colesterol no sangue. Ele aumenta o HDL (colesterol bom) e diminuir o LDL (mau colesterol). Assim, impede o bloqueio do fluxo de sangue para o coração. Além disso, ele também contém uma grande quantidade de antioxidantes que protegem as artérias dos radicais livres.

 
 
Melhora a qualidade do sono: o maracujá relaxa o sistema nervoso e induz o sono.

Benefícios do maracujá para asma: maracujá é altamente eficaz para reduzir os sintomas da asma.

domingo, 7 de fevereiro de 2016

Amora

 
Classificação botânica, origem e cultivares

A amoreira-preta (“blackberry”) pertence ao gênero Rubus que, segundo Ying et al., 1990, contém aproximadamente 740 espécies, divididas segundo alguns autores, em 12 subgêneros ou segundo outros em 15 subgêneros (Jennings, 1988, citado por Daubeny, 1996).

Em geral as plantas têm hastes bianuais, as quais necessitam de um período de dormência antes de frutificar. A espécie R. procerus é uma exceção, pois tem hastes semiperenes que frutificam por diversos anos antes de morrer. Algumas amoreiras-preta frutificam nas hastes primárias.

O hábito de crescimento das hastes varia de ereta a prostrada, podendo ter hastes com ou sem espinhos. Este é um caráter genético recessivo para ausência de espinhos.

As flores, em geral, possuem cinco sépalas e cinco pétalas e numerosos estames e carpelos dispostos ao redor de um receptáculo, geralmente, de forma cônica.

Origem

O gênero Rubus apresenta formas de reprodução sexuada e assexuada, possuindo número básico de cromossomos igual a 7 (Jennings, 1995). A ocorrência de poliploidia, agamospermia (formação de sementes sem reprodução sexual) e hibridação entre as espécies, tornam a taxonomia do grupo bastante complicada (Alice, 2002). É comum a ocorrência de híbridos interespecíficos com vários graus de esterilidade, os quais se reproduzem assexuadamente por reprodução vegetativa e agamospermia (Grant, 1981).

Três grupos de amoreiras-pretas foram domesticados. O primeiro, das amoreiras-preta européias, inclui um grande número de formas poliplóides, com a maioria tetraplóide (2n = 4x = 28). O segundo, no leste da América do Norte, é composto por plantas de porte ereto e também inclui muitas formas poliploides.

O terceiro grupo, no oeste da América do Norte, geograficamente separado do anterior pelas pradarias e pelas Montanhas Rochosas, possui plantas de hábito prostrado e tem números de cromossomos mais elevados, sendo comuns as formas octaplóides (2n = 8x = 56) e dodecaplóides (2n = 12x = 84) (Jennings, 1995). O cultivo de amoreira-preta se tornou popular nos Estados Unidos após 1840.

No Brasil ocorrem cinco espécies nativas de amoreiras-preta R. urticaefolius, R. erythroclados, R. brasiliensis, R. sellowii e R.imperialis, as quais produzem frutos pequenos e com coloração branca (Figura 3), rosa, vermelha ou preta (Reitz, 1996). Nenhuma das espécies brasileiras foi domesticada. As cultivares de amoreiras-preta utilizadas no país são o resultado de introduções, hibridações e seleções de cultivares americanas.
 

 
Melhoramento genético

A medida que as matas iam sendo “clareadas”, as plantas nativas de amora-preta iam se espalhando, dando lugar a um programa de melhoramento natural e massivo, entre várias espécies de Rubus, que eram inter-férteis, com diferentes níveis de ploidia e altamente heterogêneas. Foram selecionados os melhores clones, sendo que dois deles, ‘Lawton’ e ‘Dorchester’, foram introduzidos para cultivo em 1850, contribuindo grandemente para o desenvolvimento de cultivares com características interessantes.

Em 1867, foram registradas 18 cultivares, a maioria selecionada de plantas nativas (Moore,1986 e Skirvin, 1990) incluindo a introdução de uma cultivar européia da espécie R. laciniatus. Um mutante sem espinhos de R. laciniatus, encontrado ocorrendo de forma silvestre em torno de 1930, se tornou a cultivar americana de maior produtividade (Jennings, 1995).

De um modo geral, as primeiras cultivares dos programas de melhoramento descendem da hibridação de várias espécies. Já a maioria das mais antigas cultivares sem espinhos se originaram de mutações dos tipos com espinhos. Várias são mutações superficiais, que não transmitem estas características quando multiplicadas por estacas de raiz ou em cruzamentos.

Um dos primeiros programas, planejados, de melhoramento genético propriamente dito, foi conduzido na Califórnia por Judge Logan, na década de 1880 (Jennings, 1981). Ele cultivava as cultivares de amoreira-preta (“blackberry”), Anghinbauch e Texas Early e a cv. de framboesa (“raspberry”), Red Antwerp muito próximas umas das outras. “Seedlings” originários da cv. Anghinbaugh deram uma seleção com frutas grandes e atrativas, intermediárias entre a citada cultivar e da cv. de framboesa Red Antwerp, que posteriormente, foi chamada de ‘Loganberry’.

Outras seleções foram feitas deste mesmo cruzamento, como ‘Mammoth’. Além destes, no século XX, houve outras cultivares lançadas como ‘Phenomenal’ e ‘Youngberry’ (Hall, 1990, citado por Daubeny, 1996).

Objetivos dos programas de melhoramento

Produtividade: é um dos atributos importantes. Considera-se uma produtividade de 10 t/ha como boa.

Qualidade: a qualidade das frutas é talvez o atributo mais importante. Especial ênfase é dada à aparência (tamanho das frutas, cor e brilho), firmeza e, principalmente, sabor. O pequeno tamanho das sementes também é desejável. 
 

· Época de maturação: a fim de permitir um escalonamento da produção.

· Plantas eretas: Têm custo de produção menor por não necessitarem de suporte

· Hastes sem espinhos: facilita colheita e tratos culturais, como a poda.

· Produção em hastes primárias: interessante em lugares com dificuldade de mão-de-obra. Elimina o trabalho de poda manual e permite uma produção no outono, embora em menor escala.

· Firmeza e conservação: importantes, principalmente por ser uma fruta em geral macia e de difícil conservação pós-colheita.

· Perfilhamento: a fim de facilitar os trabalhos de propagação.

Benefícios da Amora Para Saúde

Amoras estão entre os alimentos que provaram em estudos ser muito benéficas para a saúde. Devido ao seu teor em nutrientes tais como: antioxidantes, fito nutrientes, fibras, Ferro, Magnésio, Potássio, Zinco etc. Amora é eficaz em evitar danos nas células de DNA a partir dos radicais livres, que são a causa de muitos problemas de saúde, como o câncer, doenças cardiovasculares, doença degeneração muscular, envelhecimento e muitos mais. Amora também é eficaz na em melhorar a saúde dos olhos, a imunidade, melhora a memória e promove a saúde do cabelo.

Existem três tipos de amoras brancas, pretas e vermelhas. Amoras pretas são a melhor entre a consideração branca e vermelha com mais sabor e saúde.

Envelhecimento: O envelhecimento é causado devido aos danos celulares, aos radicais livres que são produzidos devido ao estresse. Mas os antioxidantes neutralizam os radicais livres e protegem contra o envelhecimento. Comer alimentos ricos nesses nutrientes ajuda a promover a pele saudável.

Benefícios da Amora na Prevenção do Câncer: Amora é rica em antioxidantes e fito nutrientes que protegem do câncer. Também é eficaz em parar o crescimento e disseminação das células tumorais.

Benefícios da Amora contra Anemia: Amora é rica em ferro que protege contra a anemia.

Benefícios da Amora - para a Diabetes: Os flavonoides presentes nas amoras, provaram ser benéficos em controlar o nível de açúcar. Por isso, as amoras são benéficas para evitar a complicação de diabetes devido ao nível de açúcar no pico.

Benefícios da Amora Para o Coração: Comer amoras e benéfico para o coração. Reforça o sistema nervoso, reduz o mau colesterol e impede o bloqueio do fluxo de sangue. Por isso, é eficaz para prevenir ataques cardíacos e derrames.

Benefícios da Amora - Para o Sistema imunológico: Amora é uma excelente fonte de vitamina C, com isso seu sistema imunológico irá se fortalecer e terá melhores defesas contra as doenças comuns, como resfriado, gripe ou alguma infecção.

Benefícios da Amora - Para os Olhos: Amora é muito benéfica para a saúde dos olhos. Também protege o olho dos radicais livres, que é a causa da perda de visão e da degeneração da retina.

Benefícios da Amora - Para o Cabelo: Amoras fortalecem, nutrem e promovem o crescimento de cabelo. Ela é utilizada para evitar o branqueamento do cabelo.

Benefícios da Amora Para o Cérebro: Amoras são o melhor tônico cerebral para aumentar a memória e promover um cérebro saudável.

Purificador do sangue: Amoras purificam o sangue. Também melhoram a circulação sanguínea.

Prisão de ventre: Amoras são ricas em fibras que melhoram a digestão, assim, evitando a constipação.

Benefícios da amora preta

Dentre as várias opções de espécies frutíferas com boas perspectivas de comercialização, surge a amora preta como umas das mais promissoras. A amora preta é uma das espécies que tem apresentado sensível crescimento nos últimos anos em algumas regiões brasileiras, devido ao seu baixo custo de produção, facilidade de manejo, rusticidade e pouca necessidade utilização de defensivos agrícolas.

Principais substâncias: cálcio, fósforo, potássio, magnésio, ferro, selênio e várias vitaminas. No entanto, é uma fruta extremamente rica em antocianinas. Cada 100g fornece de 120 a 160mg desse fito químico.

A amora preta in natura é altamente nutritiva. Da sua composição fazem parte água (85%), proteínas, fibras, lipídeos e carboidratos. É uma fruta de baixo valor calórico, apenas 52 calorias em 100 gramas de fruta.

Vários tipos de açúcares e ácidos fazem parte da composição da amora preta, sendo que o balanço entre acidez e sólidos solúveis é que dá o seu delicioso sabor característico.

Ainda na amora preta, são encontrados fito químicos, principalmente antocianinas, que dão a coloração vermelha e roxa das frutas, e os carotenoides, que são responsáveis pela coloração alaranjada. Existem, ainda, outros fito químicos que não apresentam cor como os ácidos fenólicos, mas são de grande importância para a saúde. Esses fito químicos atuam na prevenção e no combate de doenças crônicas como o câncer e as doenças cardiovasculares.

Estudos demonstram que o consumo de frutas e hortaliças está relacionado à prevenção das doenças crônicas, provavelmente, devido ao aumento no consumo de compostos antioxidantes. A amora preta apresenta uma alta atividade antioxidante, se comparada ao mirtilo, que é uma fruta muito estudada e utilizada como padrão de comparação.

Alguns estudos mostram o poder do extrato de amora preta na prevenção e combate do câncer de útero, cólon, boca, mama, próstata e pulmão. O extrato de amora preta previne ainda a formação da metástase, ou seja, evita que o câncer se espalhe e se instale em outros órgãos. Também foi observado um efeito anti-inflamatório do extrato de amora-preta, o que não deixa de ser interessante, já que se acredita que o câncer está relacionado a um processo de inflamação crônica.

Como ficam os fito químicos quando as amoras-pretas são processadas:

O processamento das frutas da amoreira-preta é uma forma de agregar valor ao produto, melhorando a renda dos fruticultores, sendo a sua transformação em geleias, sucos, iogurtes, sorvetes as formas mais comuns de consumir esta fruta. Após o processamento, há dúvidas quanto à manutenção dos fito químicos encontrados na fruta in natura.

Sabe-se que ocorre uma perda de antocianinas no processo de fabricação da geleia de amora preta em relação aos valores encontrados na polpa, e esta perda continua durante o armazenamento dos vidros de geleias através do tempo. Mesmo assim, a geleia da amora preta ainda é considerada uma boa fonte de fito químicos antioxidantes.

A amora preta já é considerada uma fruta funcional, ou seja, além das características nutricionais básicas, quando consumida como parte usual da dieta, produz efeito fisiológico/metabólico ou efeito benéfico à saúde humana, devendo ser segura para consumo sem supervisão médica. O consumo de frutas e hortaliças, como a amora-preta, em conjunto com um estilo de vida saudável, incluindo dieta equilibrada e exercícios físicos, pode prevenir alguns tipos de doenças.

Indicações terapêuticas: doenças cardiovasculares, diabetes, crônico-degenerativas, câncer (pela quantidade de antioxidantes), hipertensão arterial, osteoporose, anemia, depressão leve. 
 



 

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Physalis - Physalis angulata

Ela é delicada e tão linda que chega a ser decorativa. A physalis é fonte de vitaminas A e C, além de ser rica também em fósforo, ferro, carotenoides e flavonoides.  
 
Além de nutritiva, tem grande valor terapêutico, pois possui uma substância chamada fisalina, que atua como anti-inflamatório no organismo.

Usada na medicina popular e consumida in natura ou como ingrediente de receitas culinárias, a fruta tem potencial para gerar lucro ao pequeno e médio produtor. A physalis é uma fruta bem interessante: considerada exótica, é encontrada no mercado a preços elevados, mas, apesar disso, no Norte e Nordeste do nosso país ela é comum nos quintais e chamada por nomes bem brasileiros: camapum, joá-de-capote, saco-de-bode, bucho-de-rã, bate-testa e mata-fome.

Essa variedade nativa é a Physalis angulata, da família das Solanáceas, a mesma do tomate, da batata, do pimentão e das pimentas. Originária da Amazônica e dos Andes, a physalis possui variedades cultivadas na América, Europa e Ásia.

Na Colômbia, é conhecida como uchuva e no Japão, como hosuki. É uma planta arbustiva, que pode chegar aos dois metros de altura. As frutas são delicadas, pequenas e redondas, com coloração que vai do amarelo ao alaranjado, envolvidas por uma folha fina e seca, em forma de balão. 
 
Com sabor doce, levemente ácido, a physalis é consumida ao natural e usada na preparação de doces, geleias, sorvetes, bombons e em molhos de saladas e carnes. É rica em vitaminas A, C, fósforo e ferro, além de alcaloides e flavonoides.



Num país de enormes proporções como o Brasil, não é de se estranhar que algumas plantas sejam conhecidas por nomes regionais diferentes. Mas, às vezes, também acontece o inverso: plantas distintas partilhando um único apelido. 
 
Quando isso ocorre, só mesmo o nome científico para evitar confusões. É assim com o juá, que tanto pode designar a saborosa Physalis angulata quanto a tóxica Solanum mammosum - não por acaso, também chamada de juá-bravo. Talvez isso explique o porquê de a primeira ter se imposto no mercado com sua denominação científica.

A physalis (lê-se fisális) é uma fruta comestível da família das solanáceas, a mesma do tomate, da berinjela, da batata e do pimentão. Ela também é conhecida como camapum, saco-de-bode, mulaca, joá e joá-de-capote. 
 
Pequena, redonda e de cor verde, amarela, laranja ou vermelha, nasce em arbusto de caule ereto e ramificado - que pode atingir até 2,5 metros de altura quando tutorado. Em seu desenvolvimento, a physalis fica dentro de um casulo feito de folha fina e em formato de cálice. Cada planta produz de um a três quilos de frutos, que aparecem quatro ou cinco meses após o plantio.



Rica em vitaminas A e C, fósforo e ferro, além de conter flavonoides, alcaloides e fito esteroides, a physalis tem, ao mesmo tempo, sabor doce e ácido. Mais consumida in natura, ela também é ingrediente para molhos, compotas, doces, geleias, sorvetes e licores. Folhas, frutos e raízes são usados na medicina popular para combater diabetes, reumatismo crônico, doenças de pele, da bexiga e do fígado.

Usada na culinária e dotada de componentes que beneficiam a saúde, a fruta é considerada uma ótima alternativa de plantio, que pode render lucros ao pequeno e médio produtor. A embalagem de 80 gramas de physalis importada custa de 8 a 10 reais no varejo paulista. Seu comércio é bastante explorado na Colômbia, um dos locais apontados como sendo de origem da fruteira - também há indicações de que ela seja proveniente da Amazônia.

De ciclo rápido e rústico, pode ser plantada em qualquer época do ano e se adapta bem ao clima quente, embora tenha tolerância a ambientes frios. Mas a planta não gosta de excesso de umidade e é vulnerável a doenças fúngicas. Também é recomendada a adoção de métodos de prevenção contra pragas como broca pequena, tripes e ácaros.

Curiosidades sobre a Physalis
  • No Brasil, a variedade nativa é a Physalis angulata
  • No Japão, existe variedade de cor vermelha chamada hosuki. Lá, anualmente, acontece a Festa do Hosuki
  • As variedades capsicifolia, esquirolii, lanceifolia, linkiana e ramosissima encontram-se espalhadas pela América, Europa e Ásia
  • Apesar de ser bastante rústica e exigir poucos cuidados, é imprescindível o controle de insetos a partir da floração
  • Utilizando-se o tutoramento, como nos plantios de tomate ou pimentão, é possível obter uma produção maior em menos tempo
  • A physalis também é utilizada como tira-gosto em degustações de vinho
  • Na Austrália, a physalis rende uma conserva fina exportada para vários países
  • Em Paris é servida em restaurantes elegantes, coberta com chocolate
  • Estudos científicos recentes estão revelando que a planta apresenta forte atividade como estimulante imunológico e efeito antiviral contra os vírus da gripe e herpes. Contém alto teor de vitaminas A, C, fósforo e ferro, além de flavonoides, alcaloides, fito esteroides, alguns recém descobertos pela ciência
  • A physalis é rica em carotenoides. Os carotenoides estão na lista dos compostos bio-ativos considerados funcionais, ou seja, aqueles capazes de prevenir doenças. São corantes naturais capazes de afastar males como cegueira noturna, catarata e até câncer
  • A fruta também pode ser encontrada no comércio em forma liofilizada em cápsulas

Raio X
  • Solo: areno-argiloso com muita matéria orgânica e pH entre 5,5 e 6
  • Clima: tropical e subtropical, mas tolera bem o frio
  • Área mínima: um hectare para plantio comercial 
  • Plantio: qualquer época do ano 
  • Custo: R$ 225 o kit com 500 sementes, apostila e livro sobre a fruta


Colheita: a partir de 120 dias depois do plantio das sementes; pode estender-se por um período de por seis ou oito meses. Cada planta produz até três quilos de frutas.

Mãos à obra


Início - Adquira sementes para começar a produção de physalis. A fruta não é muito exigente em cuidados, mas há no mercado uma apostila com orientações técnicas de cultivo que oferece instruções para iniciantes na atividade (confira em Mais Informações).

Plantio - Pode ser realizado o ano inteiro, com preparação e correções do solo a partir de uma análise inicial das condições do terreno. O solo deve contar com bastante matéria orgânica e pH entre 5,5 e 6. Antes, faça o plantio em bandejas de isopor com 128 células, copos de plástico de 300 mililitros ou saquinhos de polietileno de 13 x 13 centímetros. Coloque uma semente em cada célula, que deve contar com substrato próprio para hortaliças. A germinação sob sombreamento de 30% leva de dez a 20 dias para ocorrer.

Transplante - Com entre 20 e 30 centímetros de altura, transfira as mudas para o local definitivo. Plante-as em duplas, lado a lado, e com distância de 30 centímetros entre uma e outra. Quando atingirem cerca de 80 centímetros de altura, faça o tutoramento com técnicas semelhantes às indicadas para o tomateiro.

Tutoramento - Acomode um bambu ou outra estaca com dois metros de altura entre as plantas, fixando-as com barbante, para dar firmeza até o fim da produção. A fruteira pode chegar a 2,5 metros de altura.

Espaçamento - São indicadas as medidas de 0,8 metro de distância entre plantas e entre 1,80 e 2 metros entre linhas.

Cuidados - Em períodos de muita umidade, aplique calda bordalesa na proporção de 1% a cada 15 dias para evitar o ataque de doenças fúngicas. No caso de combate a pragas, como broca pequena, tripes e ácaros, faça pulverizações a cada oito ou dez dias, principalmente após a colheita. Os defensivos podem ser adquiridos em lojas de produtos agropecuários, com orientação de engenheiros agrônomos, e usados na dose recomendada pelo fabricante. Para a irrigação das plantas, indica-se o sistema de gotejamento.

Produção - Começa entre quatro e cinco meses após o plantio e chega a durar de seis a oito meses. Cada planta produz de um a três quilos de frutos, volume que depende do trato cultural realizado durante o desenvolvimento da physalis. Em um hectare podem ser instaladas de 6 mil a 12 mil plantas.

Cultivo


A physalis é uma planta rústica, que exige poucos cuidados, e que até agora não apresentou uma doença significativa que possa ser grande ameaça ao cultivo. Desenvolve-se bem em regiões quentes, de clima tropical e subtropical, mas tolera bem o frio.

Antes de plantar, é aconselhável realizar análise de solo, que deve ser preparado com as mesmas recomendações para o cultivo do tomate. Os melhores solos são os areno-argilosos e pouco ácidos. A semeadura é feita em bandejas de isopor com 128 células, copos plásticos ou saquinhos de polietileno, com substrato para hortaliças, usando-se uma semente por célula, copo ou saquinho. A germinação se dá em cerca de 20 dias.



Quando as plantinhas estiverem com mais ou menos 20 centímetros de altura podem ser transferidas para o local definitivo. Plantam-se grupos de quatro mudas, distantes 30 centímetros uma da outra, em forma de quadrado (uma planta em cada canto). 
 
No centro, coloca-se uma vara de bambu ou madeira com cerca de dois metros de altura, para que as plantas sejam amarradas até o final da produção. O espaçamento entre as linhas é de dois metros. A colheita começa quatro meses depois do plantio e estende-se por seis ou oito meses. Cada planta produz até três quilos de frutas.

Bela, saborosa e medicinal

Seu lado medicinal não deixa a desejar: é conhecida por purificar o sangue, fortalecer o sistema imunológico, aliviar dores de garganta e ajudar a diminuir as taxas de colesterol. A população nativa da Amazônia utiliza os frutos, folhas e raízes no combate à diabetes, reumatismo, doenças da pele, bexiga, rins e fígado.

A planta tem sido estudada também por fornecer um poderoso instrumento para controlar o sistema de defesa do organismo, diminuindo a rejeição em transplantes e atacando alergias. Pesquisadores da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) da Bahia identificaram substâncias com esse potencial na Physalis angulata e já solicitaram patente sobre o uso delas. 
 
Testadas por enquanto em camundongos, espera-se que as fisalinas (chamadas de B, F e G) tenham um efeito tão bom quanto o das substâncias usadas hoje para controlar o sistema imune, mas com menos efeitos colaterais, quando forem usadas em pacientes humanos.

"Em geral, ela é usada na forma de chá ou infusão", diz Milena Soares, pesquisadora da Fiocruz. A erva cresce na América Latina e na África, e as moléculas que produz, as fisalinas, atraíram a atenção dos cientistas porque pertencem ao grupo dos corticosteroides, usados hoje para controlar o sistema imune. "Essas substâncias já tinham sido descritas, mas nós fomos os primeiros a estudar suas propriedades", conta Soares.

O trabalho foi publicado na revista científica "European Journal of Pharmacology". Se for comprovado que as substâncias causam menos efeitos colaterais, a pesquisadora diz que os pacientes com o sistema imune hiperativo seriam poupados de inchaços ou da diminuição da produção de células do sangue na medula óssea, causada pelos medicamentos utilizados hoje. (www.sciencedirect.com/science/).

A frutinha exótica que ajuda a emagrecer

Há algumas frutas exóticas, geralmente não tão conhecidas, que fazem um bem enorme à saúde. A physalis, também conhecida como juá, é uma delas. Esta bonita e delicada fruta traz muitos benefícios à saúde, inclusive auxiliando nos processos de emagrecimento, por apresentar riqueza de água, vitaminas, fibras e minerais em sua composição.

Originária do Amazonas, a physalis possui um sabor doce, levemente ácido e possui poucas calorias, sendo que 100 gramas da fruta contêm apenas 50 calorias. A fruta é pequena, amarelada e envolta em folhas. Por desenvolver-se em um ciclo rápido, a physalis pode ser plantada em qualquer época do ano. 
 
Inicialmente, o cultivo desta fruta era voltado apenas à pesquisa, depois começou a sua produção no sul do estado de Minas Gerais, na região sul do estado de Santa Catarina e, mais tarde, no estado do Rio Grande do Sul.

Propriedades e benefícios

A physalis é rica em vitaminas A, C, fósforo, ferro, carotenoides e flavonoides. Devido às suas propriedades, a physalis purifica o sangue, fortalece o sistema imunológico, alivia dores de garganta e ajuda a diminuir as taxas de colesterol. A fruta possui elevado poder antioxidante, evitando a formação dos radicais livres no organismo, protegendo-o de doenças.

Ela ajuda a emagrecer?

A physalis pode ser utilizada como uma aliada em dietas de emagrecimento, mas lembre-se que, para eliminar os quilinhos extras de forma saudável, é necessário aliar uma alimentação saudável e balanceada à prática de exercícios físicos.

Por ser rica em fibras, a physalis ajuda a regular o funcionamento do intestino e a diminuir o apetite, dando a sensação de saciedade, auxiliando, assim, no processo de emagrecimento.

Os benefícios trazidos por suas propriedades não param por aí: além de nutritiva, a physalis tem poder terapêutico, devido a presença de uma substância denominada fisalina, que atua como anti-inflamatório.

Modos de consumir

A fruta pode ser consumida em sua versão natural (basta colocar as folhas que a protegem para trás e morder a fruta), assim como também pode ser utilizada na preparação de geleias, sorvetes e molhos para saladas.



sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Mirtilo (Vaccinium myrtillus)



Aproveitando a 5º edição anual da Feira do Mirtilo a realizar nos dias 28, 29, 30 e 1 Jun.-Jul. cá na zona de Aveiro, concretamente em Sever do Vouga, podemos falar um pouco sobre este fruto silvestre que começou a ser cultivado na década de 90 em Portugal e é pouco utilizado na nossa alimentação, talvez por não ser muito popular e não ter entrado ainda nos hábitos dos portugueses, também talvez por ser uma fruta relativamente cara comparada a outras.

Em Portugal é na zona do médio Vouga, no vale do Rio Vouga, que se encontra o local ideal para a produção deste fruto, mais especificamente nos concelhos de Oliveira de Frades, Sever do Vouga, Águeda e Albergaria-a-Velha, sendo Sever do Vouga o que reúne as melhores condições pelo seu microclima e solo sendo conhecida como capital do mirtilo em Portugal. Também é cultivado em pequena quantidade no Alentejo.

A área de produção de mirtilos em Sever do Vouga tem crescido de ano para ano, este fruto tem grande potencial a nivel de exportação, paises europeus como França, Bélgica e Holanda absorvem a grande maioria da nossa produção.

A 5ª edição da Feira do Mirtilo conta com vários tipos de atividades relacionadas com gastronomia, workshops, música, espetáculos, artesanato, etc. A visitar!

O Mirtilo é uma baga de cor azul-ceroso, que cresce num pequeno arbusto que alcança 1m a 1,5m de altura. O mirtilo encontra-se em regiões nas quais o Inverno é rigoroso, dado que necessita em média de 700 a 1.000 horas anuais de temperatura entre os 10º e os 12º centígrados.

Classificação Cientifica:

Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Ericales
Família: Ericaceae
Gênero: Vaccinium
Espécie: V. myrtillus

As folhas do arbusto do mirtilo são caducas e alternas. A sua forma é oval ou elíptica, com o ápice pontiagudo e a bordadura dentada. Medem entre 1 e 3 cm de comprimento. São de cor verde vivo, um pouco mais claro na página inferior, adquirindo no outono uma intensa cor vermelha e amarela. As flores aparecem solitárias ou agrupadas. São em forma de odre de cor branco-rosado-esverdeada e medem entre 5 e 6mm.

Apresenta raízes rasteiras serpenteantes, das quais surgem numerosos troncos angulosos e muito ramificados.


O fruto é uma baga globosa de 5mm de diâmetro de cor azul violáceo quase negro. A pele é lisa e apresenta uma cicatriz circular na ponta superior, muito característica. A polpa é sumarenta, clara e com grande número de sementes minúsculas. É uma planta que requere climas frescos, com chuvas bem distribuídas e com frio suficiente durante o Inverno para que a planta tenha uma boa floração e produção.

O mirtilo é uma planta muito antiga, de origem desconhecida, que cresce espontaneamente no Norte da Europa, Ásia e América. Há quem a considere originária da Europa, Norte de África, Cáucaso e Ásia setentrional. Em Espanha está muito difundido nos bosques luminosos das zonas montanhosas. O principal continente produtor é a América do Norte, concretamente os Estados Unidos com 96% da produção mundial. A Europa produz aproximadamente uns 4%, enquanto o resto dos continentes não dão produções assinaláveis.

Conhecido como o “Rei dos Antoxidantes” e o “Fruto da Juventude”, este pequeno fruto está no topo dos alimentos com maior teor de antioxidantes, ultrapassando as vantagens de outros vegetais como repolhos, espinafres e brócolos. É rico em vitaminas, A, B, C e PP, possuindo ainda sais minerais, magnésio, potássio, cálcio, fósforo, ferro, manganês, açucares, pectina, tanino, ácido cítrico, málico e tartárico.

O Mirtilo, também conhecido como arando é usado na confecção de bolos, tartes, bolos, sumos, iogurtes, etc.

As variedades de mirtilo mais cultivadas em Portugal, tendo em consideração ás caracteristicas de clima e solo ideias são as seguintes: O´Neal, Duke, Bluecrop, Goldtraube, Ozarkblue.

Todas estas variedades se encontram com relativa facilidade à venda em lojas de plantas, viveiros e hortos.


Kiwi

 

Quiuí, quivi ou kiwi é um fruto comestível proveniente de algumas espécies do género Actinidia, e seus híbridos, originárias do sul da China. São plantas típicas de locais com clima temperado ou subtropical de montanha. As variedades de fruto mais amplamente comercializadas são produzidas por diversos cultivares da espécie Actinidia deliciosa e, em muito menor quantidade, por algumas variedades de Actinidia chinensis.

Informação Nutricional

Contêm duas vezes mais vitamina C que a laranja; apresenta um índice de nutrição de 16; excelente fonte de magnésio; fonte nutricional em fibras dietéticas; excelente fonte de betacaroteno e de aminoácidos e muito rico em potássio, um mineral vital para o nosso organismo, cuja deficiência pode produzir problemas de tensão arterial, depressão, stress e disfunções digestivas. Em termos dietéticos e comparativamente ao limão, é seis vezes mais rico em vitaminas, sendo ainda relativamente à maçã, 4 vezes mais rico em potássio e fósforo e 10 vezes mais rico em cálcio.

Para o consumo ao natural, descasca-se e come-se a polpa. É aconselhável cortar o fruto somente no momento do consumo, para evitar oxidações e, consequentemente, perdas do valor nutritivo.
O Kiwi é um fruto particularmente indicado para o pequeno-almoço, assim como, também ao almoço e ao jantar, a refeição pode ser concluída com este fruto quer pelo seu especial valor nutritivo quer como alternativa aos frutos em que geral se recorre.

O Kiwi é um tesouro de vitaminas e minerais, sendo o mais denso em nutrientes dos 27 frutos mais populares no mundo.

Classificação Científica
  • Reino: Plantae
  • Divisão: Magnoliophyta
  • Classe: Magnoliopsida
  • Ordem: Ericales
  • Família: Actinidiaceae
  • Gênero: Actinidia
O fruto possui polpa de coloração esverdeada e uma casca castanho-esverdeada a castanho-amarelada, coberta de uma espécie de micro pelos que lhe dão um aspecto fibroso e hirsuto. É considerado o fruto comercial com maior quantidade de vitamina C já identificado, além de ser particularmente rico em alguns oligoelementos, como o magnésio, o potássio e o ferro.


Aspecto da ramada de kiwis com 2 fêmeas e 1 macho. É necessária a coexistência de dois sexos diferentes nesta espécie para ela poder produzir.

Os frutos dos cultivares mais comuns são ovais, com o tamanho aproximado de um ovo de galinha (5 a 8 cm de comprimento e 4.5 a 5.5 cm de diâmetro). O fruto tem uma casca fibrosa, baça, castanho-esverdeada que recobre uma polpa verde brilhante ou verde-amarelada que contém fileiras de pequenas sementes negras comestíveis. Quando maduro o fruto é sumarento e macio, com um paladar e cheiro muito característicos.

A boa combinação entre as vitaminas A e E existentes no kiwi pode diminuir o risco de doenças cancerosas e circulatórias, incluindo as coronárias, e melhorar o desempenho do sistema imunológico. A vitamina B6 e a niacina são encontradas em quantidades menores que as outras, porém ainda em quantidades significativas.

Alguns dos elementos minerais, como o cálcio, o magnésio, o ferro e especialmente o potássio, contribuem para equilibrar a tensão arterial e aumentam as defesas do organismo na prevenção das gripes e resfriados. O fruto fornece também quantidades razoáveis de fibras solúveis, que auxiliam a diminuição dos níveis de colesterol no sangue.

Devido à sua riqueza em clorofila, o kiwi é uma das poucas frutas que mantém a coloração verde quando madura.


Estes são kiwis da espécie "Hayward Actinidia deliciosa"


A Itália é hoje o maior produtor mundial do fruto, seguida pela Nova Zelândia, Chile, França, Grécia, Japão e Estados Unidos da América. O kiwi é também produzido na China, a sua terra de origem, mas aquele país nunca conseguiu integrar a lista dos 10 maiores produtores mundiais. Na China, é cultivado principalmente na região montanhosa em torno do rio Yangtze. Outra região produtora é a província de Sichuan.


Rico em vitamina C, o kiwi pulveriza completamente a laranja por exemplo


O kiwi foi declarado o fruto nacional da República Popular da China

A propagação do kiwi é feita normalmente por enxertos, por estaquia e em alguns casos por sementes.

Concretamente sobre a ramada de kiwis que a Ana tem, é composta por árvores da variedade "Hayward Actinidia deliciosa", uma variedade que não é hermafrodita e que precisa de plantas dos dois sexos para poder frutificar. Sobre o processo de polinização/frutificação a Ana conta o seguinte:

"Para a frutificação: É necessário ter um macho para cada duas fêmeas, espaçados de três metros no mínimo. Ou um macho para quatro fêmeas, sendo necessário existir nas laterais mais um macho. É necessário que as ramas de ambos se encontrem à mesma altura, para que haja uma melhor polinização, as abelhas são quem mais auxilia, embora o vento também ajude. Os machos e as fêmeas (ter em atenção as espécies) devem brotar a flor pela mesma altura, normalmente em Abril/Maio (no meu caso).
 
Após a polinização as flores do macho murcham e caem, o macho nunca dá fruto. A frutificação só ocorre após o terceiro ano. As primeiras frutas são pequenas e em pouca quantidade, mas com o aumentar dos anos a quantidade e qualidade aumentam.  Não necessita de grandes cuidados com a rega no Verão nem no Inverno, requer é uma poda muito bem cuidada, por Outubro ou Novembro."

O kiwi é um fruto que pode ser consumido ao natural, simplesmente cortá-lo ao meio e comê-lo com uma colher. Pode ser usado nas saladas de frutas, em sumos, doces, geleias e licores. É também muito usado pelo efeito decorativo que as suas rodelas ou fatias conferem aos "pratos".

FRAMBOESA

FRAMBOESA (Rubus idaeus) 
 
 
 
As framboesas são uma fruta que faz lembrar o verão. Gosto delas principalmente em batidos simples com leite. Mas há mesmo muita gente que nem sabe o que é, nem que nunca provou este fruto. Tal como as amoras ou os mirtilos, as framboesas não fazem parte dos frutos habitualmente consumidos pelos portugueses. E Portugal até possui das melhores regiões da Europa com condições favoráveis ao seu cultivo.

Tal como os maracujás, também já tive framboesas no quintal cá de casa há uns anos atrás. Quem tem ou já teve esta planta em casa sabe que precisa de algum espaço, e como não tenho muito cá em casa, de momento não tenho framboesas. Esta é outra espécie de que vale a pena falar por ser uma planta de fácil trato, que nos recompensa com frutos deliciosos e nutritivos, para isso bastando termos em casa algum espaço.

Classificação Cientifica:
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Ordem: Rosales
Família: Rosaceae
Gênero: Rubus
Espécie: R. idaeus


Floração e o Fruto

As primeiras florescem no Verão após um ano de crescimento vegetativo, após passar por um período de dormência durante o Inverno.

O tamanho e forma do receptáculo determinam o tamanho e forma do fruto. Os grãos de pólen variam em tamanho e número de poros. As flores segregam grandes quantidades de néctar, através de um anel carnudo na margem do receptáculo e dentro do anel de estames, podendo produzir até cerca de 1,4 mg de açucares por dia, e um total de 13 mg de néctar durante todo o período de floração. Este néctar rico e abundante juntamente com o pólen é altamente atrativo para os insetos polinizadores, principalmente a abelha doméstica.

A floração pode ocorrer durante 1 a 3 semanas. A queda das pétalas inicia-se 1 ou 2 dias após a abertura da flor. O fruto avermelhado é um agregado de drupéolas formado pela junção de um grande número de ovários todos da mesma flor e aderentes a um receptáculo comum.


Raizes, Caule e Folhas

O sistema radicular da framboesa é fasciculado, desenvolvendo-se na sua maior parte nos primeiros 25 cm acima do solo, constituindo a estrutura perene da planta. As raízes podem apresentar até 20 mm de diâmetro, sendo, no entanto, a espessura de 3 a 4 mm a mais frequente. As raízes são mais grossas junto à base dos lançamentos. A disposição das raízes no solo é assimétrica, sendo influenciada pela competição entre plantas bem como pela rega e a adubação. É do sistema radicular que todos os anos surgem novos lançamentos.

Normalmente as folhas jovens e as dos ramos de fruto são trifoliadas, apresentando as folhas adultas cinco folíolos. Os caules da framboesa (lançamentos) são geralmente cilíndricos, podendo ser lisos ou ostentar acúleos semelhantes a espinhos, e pelos.

 

O cultivo

Em cultura protegida consegue-se produzir framboesa durante praticamente todo o ano. A propagação da planta dá-se principalmente por estacas e por pedaços de raízes mas também podem ser utilizadas sementes.

Propriedades e utilizações

A framboesa, silvestre ou cultivada, tem poucas calorias e é rica em vitamina A, C, em sais minerais como cálcio, ferro e fósforo e fibras. Pode ser utilizada na culinária no fabrico de polpas, compotas, doces, iogurte, etc. É uma fruta que se deteriora rapidamente sendo encontrada facilmente congelada.