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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Goji - Pragas

Os pardais ladrões são o inimigo número 1 dos gojis.

Em casos extremos os pardais podem comer praticamente toda a folhagem duma planta. Estas aves alimentam-se maioritariamente à base de migalhas, insetos e minhocas, mas estes, atacam muito os gojis durante a sua fase de crescimento, principalmente as folhas maiores e mais velhas (debicam as folhas ou então cortam mesmo a folha inteira com o bico), por assim dizer; como adoram andar empoleirados também pode acontecer que partam os galhos mais frágeis. As chaminés e os beirais das casas proporcionam locais ideais para a sua reprodução, que acontece na Primavera.

Pragas: lagartas
Lagarta “Nóctua ou Rosca” Agrotis Spp.

Outros exemplos de lagartas do solo.



Pragas: pulgão

Depois das lagartas e dos pardais, o pulgão é o inimigo mais recente dos gojis.


Há uns dias atrás num dos pés de goji verifiquei que vários rebentos e folhas começaram a ficar atrofiados, escuros e com as folhas enroladas. Com uma observação mais atenta, via-se que se tratavam de pulgões, iguais àqueles que frequentemente costumam atacar as roseiras. Estes insetos apareceram subitamente e julgo que esta praga poderá ter sido trazida pelo vento ou mesmo talvez ter vindo de outras plantas já contaminadas, nomeadamente roseiras, por ser nesta altura que elas começam igualmente a ganhar novos rebentos fazendo com que esta praga se desenvolva e se espalhe rapidamente.

Os afídeos, afídeos, pulgões ou piolhos-das-plantas são insetos diminutos que se alimentam da seiva de plantas, da superfamília dos ofioideos, na divisão Homóptera da ordem dos Hemíptera. Cerca de 250 espécies constituem sérias pragas para a agricultura, floresta e jardinagem ao sugarem a seiva das plantas e servindo como vector de transmissão de vírus.

Os pulgões apresentam corpo mole, piriforme, isto é, em forma de pera sendo encontrados em grande quantidade sobre os ramos e botões florais. Sugam a seiva das plantas eliminando uma substância denominda de “honeydew”. Esta substância corresponde ao excesso de seiva sugada pelo inseto, que uma vez em contato com a planta possibilita o crescimento de um fungo negro denominado fumagina. Este fungo impede que a planta exerça as suas funções podendo levá-la à morte. As formigas também são atraídas pelo “honeydew”.

Os pulgões provocam o enrolamento e murchamento da planta fazendo com que não se desenvolva, tornando-a mais débil e mais facilmente sujeita a doenças. Alguns pulgões podem apresentar asas que, em repouso, são mantidas verticalmente sobre o corpo. Na parte posterior do abdômen dos pulgões existem um par de curnículos, estruturas tubulares que funcionam como tubos secretores de cera.

Podem migrar por grandes distâncias, principalmente através de dispersão passiva, levados pelo vento. A sua dispersão a nível global deve-se também ao transporte, por parte de humanos, de materiais vegetais infectados. A joaninha é um dos seus principais predadores. A joaninha é um dos predadores naturais do pulgão.

Pragas: fungos


Depois do ataque gorado protagonizado por pulgões em alguns pés de goji do quintal há algum tempo atrás, a nova ameaça que agora se verifica parece ser uma doença causada por fungos. Subitamente começaram a aparecer folhas caídas pelo chão aparentemente alvo de ataques de pássaros. Mas não. Essas folhas não se encontravam bicadas, mas inteiras, apresentando manchas castanhas e estavam a cair, não por causa de aves, mas por estarem quase já secas. Algum tipo de bactéria ou fungos talvez?

Pelos sintomas e após alguma investigação, chega-se à conclusão que a causa mais provável deste problema parece ter origem em alguma classe de fungos que atacam as folhas causando estas manchas castanhas. O míldio, oídio, ferrugem, alternaria, e outros fungos idênticos podem ser a causa deste problema. Atacam as folhas e consequentemente debilitam as plantas.

A chegada da primavera, que favorece a conjugação de fatores favoráveis, entre eles a temperatura e a chuva que ultimamente se faz sentir após um longo período de seca, potenciou a multiplicação deste tipo de fungos.
 

domingo, 31 de janeiro de 2016

Segredos no cultivo das Rosas do deserto

Publicado em 14 de abril de 2015 por Sinval Braga 



As rosas do-deserto (Adenium spp) são plantas suculentas belíssimas, de caule escultural e floração exuberante, que vem encantando jardineiros no mundo todo. Mas elas têm seus segredinhos para encorpar o caule e as raízes, além disso, você pode estimular florações espetaculares com essas dicas.

Iluminação

As rosas do deserto são plantas exigentes em luz. Elas devem tomar pelo menos seis horas de sol por dia, caso contrário não florescem ou florescem pouco. Na falta de sol, também podem acontecer duas coisas: estiolamento (crescimento débil em comprimento) ou uma tendência em procurar luz, fazendo com que a planta fique torta para um só lado.

Temperatura

As Rosas do Deserto não gostam do frio. Em baixas temperaturas, seu metabolismo fica muito lento, dormente. Quando expostas ao frio, as folhas ficam amarelas e caem. Deixam de florescer, e se estiverem floridas as flores caem. Nestas condições, as regas devem ser bem espaçadas, até porque não vão aproveitar muito as irrigações. Uma estufa seria uma saída interessante para manter a planta em crescimento vegetativo em locais com inverno mais rigoroso, como no sul do Brasil e nas regiões serranas. 

Substrato


O substrato para Rosas do deserto é bem específico, mas fácil de fazer. Ele deve ser rico em potássio, fósforo e cálcio, leve e essencialmente bem drenável. No entanto, por ser um substrato drenável, é frequente a perda de nutrientes, que são constantemente lavados durante as regas e as chuvas, por isto adubações complementares são muito bem-vindas. O nitrogênio é um nutriente que deve ser usado com cautela, pois pode provocar um desenvolvimento excessivo na planta. 

As rosas do deserto (Adenium obesum) são nativas de regiões áridas e foram introduzidas no Brasil há pouco tempo, portanto elas permanecem ainda cheias de “mistérios” aos cultivadores. Como é uma planta que não suporta excesso de água, por se tratar de uma suculenta, ela necessita de um substrato específico; e mais importante que a fertilidade deste substrato, é sua capacidade de drenar a água.

Muitos usam areia grossa, funciona, mas o vaso fica muito pesado. A melhor mistura que encontrei, foi com o uso de carvão. O substrato fica leve, cumpre muito bem seu papel de drenar, melhora o desenvolvimento das raízes aerando o meio e é barato, muitas vezes até de graça para quem tem fornos a lenha, lareira, entre outros. Só devemos evitar o carvão que restou na churrasqueira, pelo excesso de sal que contém.

Para produzir este substrato, use composto orgânico, enriquecido com farinha de ossos, mais carvão moído (50% de composto orgânico + 50% de carvão moído). O composto orgânico contém os nutrientes essenciais às rosas do deserto, além de reter uma certa umidade, e o carvão moído deixará o substrato leve e aerado além de possuir boa porcentagem de potássio, um macro nutriente importante. Além disto, o carvão é resistente à decomposição, aumentando muito a durabilidade do substrato.


O composto orgânico poderá ser substituído por húmus de minhoca (vermicomposto) ou, com menos vantagem, esterco curtido. Já o carvão poderá ser substituído por casca de arroz carbonizada, ou também, com menos vantagem, por cascas de árvores. Usando cascas de arvores, a durabilidade do substrato diminui, pois não são tão resistentes à decomposição quanto o carvão.


Usando este substrato, realize as regas quando ele estiver seco, e adubações de cobertura a cada 40 dias, usando composto orgânico e farinha de ossos. Espero ter contribuído, pois as adeniuns, assim como grande parte das plantas da nossa flora, produzem lindas flores, além de um lindo caudex (caule modificado), que valoriza ainda mais o visual exótico da planta.

Podas


Não tenha medo de podar sua rosa do deserto. As podas são imprescindíveis para dar forma à planta e servem também para estimular as florações. Tenha cautela ao usar as podas para induzir o florescimento. Use como último recurso. Antes disso, melhore a adubação, dando mais atenção aos nutrientes citados acima. 

Para dar formato à planta, pode-se usar também recursos dos bonsaista, como “aramar” os galhos ou então usar fios de barbante para ancorá-los. Faça sempre cortes em bisel nos ramos, evitando assim o acúmulo de água nos ferimentos. O pó de canela tem sido usado com sucesso como cicatrizante nos cortes, prevenindo o aparecimento de doenças fúngicas. 

Propagação


A Rosa do Deserto pode ser propagada por sementes ou estacas. Se a opção for sementes, deixe-as de molho em água não clorada para se hidratarem. O tempo mínimo na água é de duas horas. Podem também ser plantadas sem este tratamento, mas neste caso o tempo para germinação aumentará em 2 a 3 dias.



Depois de hidratadas, plante em recipientes individuais e bem identificados. Estes recipientes podem ser copinhos de plásticos de 200 ml ou bandejas de isopor com células individuais. As bandejas de 128 células, facilmente encontradas em agropecuárias, são ideais. O tempo para as sementes germinarem varia de 2 a 4 dias. Durante este período, mantenha o substrato constantemente úmido. Quando todas estiverem germinadas reduza a irrigação para uma ou duas vezes por dia e, à medida que forem crescendo, a irrigação deve ser gradativamente espaçada. 


As mudinhas devem ficar sob sol pleno para irem se acostumando a esta condição de luminosidade. O momento para o transplante é quando a mudinha estiver com 3 pares de folhas definitivas. Depois de 6 a 8 meses de germinadas as pequenas plantas começam a florescer. 

Outra forma de propagá-las é por estacas. Aproveite as podas para fazer mudas por estaca, mas lembre-se que essas mudas não desenvolvem caudex como as originárias de semente.

Estaquia da rosa do deserto

Após uma poda, podemos aproveitar as estacas para ter uma nova planta, com flores idênticas às da planta mãe que deu origem às estacas. Trata-se da propagação assexuada ou propagação vegetativa, onde a parte retirada da planta tende a se regenerar. 


Mas é bom lembrar que as adeniuns propagadas por estacas não formam caudex, aquele tronco gordinho na base da planta, porém, podemos trabalhar as raízes e a parte aérea da planta, formando assim formas bastante interessantes, e muitas vezes até um pseudocaudex ou caudex falso.

Além disto, podemos também fazer enxertos e uniões de estacas, gerando assim uma planta que irá fornecer flores com diversas cores. Eu fiz um enxerto (fenda) e logo que o enxerto “pegou”, cortei o galho e coloquei para enraizar. Enraizou, plantei num vaso e esta estaca vai produzir flores amarelas (parte enxertada) e vermelha (brotação da estaca).

Para enraizar uma estaca de adenium o melhor substrato é a areia grossa de rio. Coloque a areia num copo de refrigerante, e escolha uma estaca de uma planta sadia. Coloque a estaca na areia, e mantenha esta areia úmida. Atente que o excesso de água, ou encharcamento, resulta no apodrecimento da estaca. Já a falta de umidade pode abortar o enraizamento, e logo esta estaca irá desidratar e morrer. Assim, a areia deverá estar sempre levemente úmida, o suficiente para não apodrecer a estaca e estimular seu enraizamento.

Caso pretenda manter a estaca mais tempo no copo, deverá ser acrescentado na areia o composto orgânico ou húmus de minhoca, na proporção de uma parte de composto ou húmus para três partes de areia.

Como fazer seu próprio biofertilizante

O biofertilizante é um dos fertilizantes mais completos para uso tanto em jardinagem como em plantas ornamentais, aromáticas, hortaliças, folhagens, etc. Também é utilizado há muito tempo como um repelente natural que, ao invés de matar os insetos, os repele, deixando as plantas livres de pragas. 


É usado também no tratamento de sementes, prevenindo o ataque de pragas e doenças e fornecendo o fertilizante inicial para a planta em formação. Para utilizar em sementes, basta deixá-las de molho por 4 a 5 minutos, e depois colocá-las para secar à sombra. As sementes assim tratadas, deverão ser plantadas imediatamente, pois após um período, perdem seu poder germinativo.

Em propagações vegetativas, como em estaquias, alporquias, mergulhias, etc. também se pode fazer uso do biofertilizante. Em estacas, por exemplo, pode ser utilizada a mesma técnica descrita para sementes.



O melhor uso deste excelente produto se obtém através da pulverização. Desta forma podemos antecipar e prolongar floradas, podemos ter mais de uma florada por ciclo, prevenir o ataque de pragas, além de deixar as plantas mais vistosas e saudáveis. A pulverização deverá ser sempre feita à tarde, e após uma farta irrigação, para não causar estresse hídrico às plantas pois, apesar de natural, é um produto concentrado.

Passo a passo do biofertilizante

Uma bombona grande é ideal para a produção do biofertilizante. O biofertilizante é simples de se fazer. Em um recipiente, que pode ser um garrafão d’água de 20 litros, ou uma bombona de 50 até 200 litros, coloque 50% de esterco bovino fresco, adicione mais 50% de água não clorada. 


Esta água não clorada, pode ser de fontes, poços, ou água de chuva. Outra maneira de obtê-la é utilizando a água comum da torneira, deixando-a descansar destampada por pelo menos 24 horas. O cloro é muito volátil e evapora totalmente após este período.

Misture bem o esterco com a água, e deixe fermentar naturalmente. Este recipiente deve ser hermeticamente fechado, pois caso haja alguma entrada de ar, o oxigênio interromperá o processo anaeróbico envolvido na produção deste fertilizante. 

No processo de fermentação, se formará gás metano, o que pode acumular e provocar explosão. Assim, use uma mangueirinha na tampa do recipiente (garrafão ou bombona). A ponta desta mangueirinha deve ficar dentro de uma garrafa (pet) com água. A finalidade da mangueirinha é deixar escapar o gás metano, sem deixar entrar para o recipiente o oxigênio. Trata-se de um “selo d’água”, ou válvula de alívio. Para proteger o meio ambiente.

Após 30 dias, o biofertilizante estará pronto para uso. Se a opção for pulverizar as plantas, o produto deverá ser coado, evitando assim o entupimento do bico do pulverizador. As pulverizações deverão ser feitas a cada 8 ou 10 dias, dependendo da necessidade das plantas.

O biofertilizante poderá também ser usado na irrigação das plantas. Os intervalos são os mesmos, ou seja, a cada 8 a 10 dias. A concentração ideal é de 25 a 30% de biofertilizante para 70 a 75% de água. Então, para cada 10 litros de água, use 2,5 a 3 litros do biofertilizante.

Também pode ser utilizado puro, sem diluir, na terra dos vasos por exemplo. Fazendo assim e deixando de 4 a 5 dias descansando antes de plantar, o biofertilizante elimina as bactérias e fungos nocivos que por ventura possam estar contaminando o substrato, além é claro, de enriquecê-lo com nutrientes para as plantas.

Apesar de todas estas vantagens, o uso do biofertilizante não dispensa as adubações normais necessárias às plantas. Ele é um importante coadjuvante na promoção e na manutenção da saúde das plantas, mas para resultados excelentes, ele deve ser utilizado juntamente com boas práticas de manejo, como uma boa irrigação, iluminação, fertilização, e todos os cuidados de que necessitam as plantas.

As estacas transformam-se em plantas geneticamente idênticas a mãe, ou seja, são clones. É uma maneira de preservar materiais genéticos, como por exemplo uma planta de flor roxa, ou amarela com listras rosas, etc. Além das flores e da beleza de uma estaca bem conduzida, você terá material para uma enxertia numa planta propagada por sementes (propagação sexuada), e também para novas plantas via estaca (propagação assexuada).

Adaptação

Se você comprou sua planta num viveiro ou supermercado, é normal as folhas e flores caírem, não se preocupe. As folhas vão amarelar e cair, assim como as flores. Isto é normal, pois elas mudaram drasticamente de ambiente. Não faça transplante e nem adube até que sua planta esteja totalmente adaptada ao novo local, demonstrando crescimento.

Irrigação

Uma das formas de saber se sua planta está com sede é apertando o caudex (caule) de leve. Se estiver murcho, isso significa que a planta está desidratada. Neste caso, faça uma boa irrigação, mas sem encharcar e verifique constantemente o substrato. Caudex murcho, pode também ser podridão. Quando apertar o caudex, e verificar que está murcho, aperte outra parte do caudex. Se também estiver murcho, é quase certo que sua planta está realmente desidratada. Caso contrário pode ser podridão.

Podridão

Se sua rosa do deserto estiver podre, não se desespere, muitas vezes há salvação. Limpe todas as raízes, ficando assim com as raízes nuas. Com uma colher, elimine toda parte lesionada (podre) e pendure a planta num local com sombra. Deixe a planta nestas condições (pendurada) até que cicatrize toda ferida aberta. Isto levará no mínimo uns 5 ou 6 dias. Depois, replante com um novo substrato. Deixe a planta mais uns 3 a 4 dias na sombra, depois leve-a gradativamente a pleno sol. Nestas condições, também poderá haver perda de folhas.

É bem provável que depois desta operação o caudex fique com um buraco. Este buraco será para sempre. Mas você poderá disfarça-lo usando um cacto, uma pedra ou uma suculenta para tampar.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

O Nim - Azadirachta indica – A árvore da vida


INTRODUÇÃO

O nim pertence à família Meliaceae, que apresenta diversas espécies de árvores conhecidas pela madeira de grande utilidade, como o mogno, o cedro, a santa-bárbara, ou cinamomo, o cedrilho, a canjerana, a triquília, etc.

É originário do Sudeste da Ásia e é cultivado em diversos países da Ásia, em todos os países da África, na Austrália, América do Sul e Central.

É usado há séculos na Ásia, principalmente na Índia, como planta medicinal. Tem diversos usos, em especial antisséptico, curativo ou vermífugo; é utilizado no preparo de sabões medicinais, cremes e pastas dentais.

A árvore é usada para sombra e possui madeira de qualidade para a produção de móveis, construção, batentes e portas, caixas e caixotes, lenha, carvão, etc.

Seu uso como inseticida se tornou bem conhecido nos últimos 30 anos, quando seu principal composto, a azadiractina, foi isolado. A molécula da azadiractina é muito complexa e ainda não pôde ser sintetizada; assim, todos os produtos que contêm azadiractina são produzidos por extração da planta.


Os inseticidas naturais de nim são biodegradáveis, portanto não deixam resíduos tóxicos nem contaminam o ambiente. Possuem ação repelente, reguladora de crescimento e inseticida, além de acaricida, fungicida e nematicida. Por sua natureza, os extratos de nim são mundialmente aprovados para uso em cultivos orgânicos.

A planta possui mais de 50 compostos terpenóides, a maioria com ação sobre os insetos. Todas as partes da planta possuem esses compostos tóxicos, porém é no fruto que se encontra a maior concentração. Esses compostos são solúveis em água e podem ser preparados de maneira simples e barata, por pequenos e médios produtores.

Outras espécies de meliáceas têm propriedades semelhantes. Entretanto, seus extratos são mais tóxicos aos vertebrados e são menos eficazes contra os insetos. Os extratos de nim são praticamente inócuos aos vertebrados e ao homem. 
 
Produtos inseticidas e cosméticos do nim 
 
Molécula de azadiractina


A Árvore

Originária de clima tropical, a planta se desenvolve bem em temperaturas acima de 20ºC, em solos bem drenados, não ácidos e altitudes abaixo de 700 m. Nessas condições, pode iniciar a produção de frutos em cerca de dois anos, podendo atingir 10 kg de semente seca/planta, sendo que cada quilograma de sementes secas contém aproximadamente 3000 sementes.

No Brasil, as primeiras introduções realizadas para pesquisa do nim como inseticida foram realizadas pelo IAPAR, em Londrina PR, em 1986 com sementes originárias das Filipinas. Em continuidade ao projeto, em 1989 e 1990, material oriundo da Índia, Nicarágua e República Dominicana foi plantado em Londrina, Paranavaí PR, Jaboticabal SP e Brasília DF para avaliação do desenvolvimento.

Nos anos noventa, principalmente nos últimos cinco anos, as propriedades da planta tornaram-se mais conhecidas no país, dando-se início ao plantio de áreas comerciais em São Paulo, Goiás, Mato Grosso, Pará, Tocantins e outros. Esses estados apresentam clima favorável ao seu cultivo, esperando-se produções próximas ao obtido nos países de origem.

Em condições menos adequadas, como as do Norte do Paraná, com clima subtropical, as plantas desenvolvem-se mais lentamente, iniciando a produção de frutos após cerca de seis anos, atingindo a produção máxima de 3 a 4 kg de semente seca/planta após 10 anos do plantio.
Madeira do nim

CONDUÇÃO E PLANTIO

As sementes devem ser plantadas o mais rápido possível, dado que o poder germinativo, de cerca de 80%, se reduz em cerca de dois meses a praticamente zero. Sementes mantidas em geladeira podem manter o poder germinativo por mais tempo. As mudas podem ser feitas em sacos plásticos, mantendo-se boa irrigação durante seu desenvolvimento. As sementes germinam após duas semanas.

Ao atingir 50 cm, após cerca de três meses, a planta pode ser transplantada para o campo. O espaçamento recomendado para o plantio do nim é variável, já que o desenvolvimento da planta depende das condições de solo e clima, sendo necessário que toda a copa receba a luz do sol. Assim o espaçamento deve permitir boa insolação.

No Brasil recomenda-se de 5 a 8 m entre árvores, com o maior espaçamento nas regiões mais quentes. Deve-se conduzir o tronco sem ramos até 1,5 m de altura e os ramos devem ser podados regularmente. Para produção de frutos, o ponteiro apical pode ser cortado quando a planta alcançar 4 a 6 m, de modo que a árvore não atinja um tamanho muito grande e apresente uma copa bem desenvolvida. Desse modo a produção de frutos é maior e a colheita é facilitada.

MODO DE AÇÃO

A ação dos extratos de nim sobre insetos é bastante variável de espécie para espécie. Há registro de ação sobre mais de 300 espécies. A maior parte das investigações foi feita em laboratório, sendo necessários mais estudos para poder se determinar com maior segurança quais pragas pode controlar, as doses, frequência de aplicação, etc.

De modo geral a azadiractina afeta o desenvolvimento dos insetos de diferentes modos. Pela sua semelhança com o hormônio da ecdise (processo que possibilita ao inseto trocar o esqueleto externo e, assim poder crescer), perturba essa transformação e, em altas concentrações pode impedi-la, causando a morte da larva ou da pupa.

Por essa razão, as formas jovens de insetos são mais fáceis de controlar. Não causa a morte do inseto imediatamente, dado o seu efeito fisiológico, porém, além de afetar a ecdise, reduz o consumo de alimento, retarda o desenvolvimento, repele os adultos e reduz a postura nas áreas tratadas. Também tem maior ação por ingestão, de modo que os insetos mastigadores são mais facilmente afetados. 
 


 

 
 
 
Lagarta da soja morta pelo nim
Pupa de lepidóptero morta pelo nim


As espécies mais facilmente controladas são as lagartas, pulgões, cigarrinhas e besouros mastigadores. Resultados de pesquisa do IAPAR mostraram efeitos letais e deformidades em larvas e pupas de lagarta-do-cartucho do milho, curuquerê do algodoeiro, ácaros e bicho-mineiro, cochonilhas e redução de postura em bicho-mineiro, broca-do-café e mosca branca.

Em testes com a joaninha, inimigo natural de pulgões, extratos de nim não causaram morte dos adultos e sua ação sobre as larvas foi mediana para uma espécie e inócua para outra, não reduzindo sua voracidade, o que comprova seu potencial para uso em associação com inimigos naturais contra as pragas.

O uso de folhas misturadas ao alimento do gado ou a aplicação de extratos das folhas ou sementes no dorso dos animais tem sido indicado para controle de carrapato e mosca do chifre. No Brasil se usam 5 litros de solução a 2% do óleo ou 2,5-5% do extrato da folha, por animal.

Nos países onde o óleo é extraído também se prepara a pomada, feita com os resíduos da extração do óleo, que pode ser utilizada no controle de sarna em animais e outras infecções da pele.

PREPARO DE EXTRATOS

Os extratos podem ser preparados com a simples trituração das sementes ou frutos frescos, em água, deixando-se a mistura descansar por 12 horas e filtrando-se o líquido e pulverizando-se sobre as áreas infestadas.

O mesmo procedimento pode ser usado para folhas, frescas ou secas, porém são necessárias concentrações mais altas. Embora até o momento não se tenha encontrado azadiractina nas folhas de nim, há uma grande quantidade de outros compostos terpenóides tóxicos aí presentes, com propriedades semelhantes.

O óleo inseticida é extraído pela prensagem das sementes, obtendo-se no máximo 47% de óleo, que contém cerca de 10% da azadiractina existente no fruto. A torta restante é, pois, muito rica em azadiractina, tem efeito nematicida e serve como adubo orgânico. Pode, também, ser secada e utilizada posteriormente para preparo de extratos inseticidas, em mistura com água e filtração.

Para se armazenar sementes para preparar o extrato posteriormente, os frutos devem ser colhidos, secos ao sol por dois a três dias, e mais uns dois dias à sombra por dois dias e despolpados manualmente em água ou utilizando-se despolpadeira com café. Deixa-se secar bem e armazena-se, de preferência a baixa temperatura. As sementes que serão plantadas podem ser preparadas da mesma forma.

DOSES

Ainda não há informações detalhadas sobre doses específicas para cada inseto. Entretanto, de modo geral, as seguintes doses têm apresentado eficácia no controle principalmente de pragas de hortaliças:

· Óleo: 5 ml/litro água
· Sementes secas: 30 a 40 g /litro água
· Folhas: 40 g a 50 g / litro água

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Manchas nas Folhas da Rosa do Deserto – Adenium Obesum

Posted by rosadodesertoplante on 20/10/2014

Recebemos uma mensagem da nossa Leitora Daniela Hajjar da Cidade de Bebedouro São Paulo. Ela nos enviou essas fotos onde mostram claramente que sua Rosa do Deserto está com alguma coisa errada.

Daniela, as Rosas do Deserto são plantas muito robustas, resistem a condições como por exemplo falta de água por um bom tempo.

Essas manchas também podem ser um indício de ácaros. Dê uma olhada na parte debaixo das folhas, se perceber pequeninos (minúsculos) insetos andando então eles podem estar fazendo isto. Use Pirate ou outro inseticida a base de Piritoide.

Só para ter uma ideia da sua robustez nós enviamos mudas para todo o País onde elas vão sem nenhum substrato ou água, e resistem bravamente por mais de 20 dias. Porém elas não resistem a pelo menos duas coisas essenciais:

1) Excesso de água: As Adenium não são plantas para serem molhadas como outras plantas que podemos ter em casa. Elas gostam sim de receber água, mas em quantidade adequada, ou seja, elas gostam de no máximo o substrato estar um pouco úmido, não mais que isso.

2) Falta de luz solar direta: As Rosas do Deserto “Adenium” Amam o sol!!! Não vivem nem florescem sem o nosso Astro Maior! Então, lembre-se que elas precisam de pelo menos 6 horas de sol por dia.

Isso quer dizer que você pode coloca-las em um local externo onde ocorra a incidência de luz solar direta ou em uma janela de vidro por exemplo, mas que ocorra o banho de sol por pelo menos 5 horas.

Uma dica legal para que sua Rosa do Deserto fique bem logo é trocar o substrato dela, uma vez que você me contou que não tem certeza do que ele é composto. Além de trazer novos nutrientes e reforçar os que podem estar “pobres” você terá um substrato que terá a função de drenar a água caso você exagere na dose.



Substrato:
  • 40% areia grossa;
  • 40% Humus de minhoca;
  • 20% Carvao vegetal moído.
  • Brita fina ou pó de brita (O suficiente para dois dedos de altura no fundo do vaso.
Misture os itens acima com exceção da Brita ou Pó de Brita que de ser colocado no fundo do vaso. Depois de bem misturado os ingredientes coloque sobre a brita fina ou pó de brita o novo substrato e claro, coloque a planta e termine de cobrir, você pode aproveitar e levantar a Raiz da sua Rosa do Deserto par que fique aparente pelo menos mais uns 5 cm de raiz dando beleza e oportunidade a ela de crescer ainda mais.

Abraço e boa sorte com sua Rosa do Deserto. Daqui a um mês ou dois quero uma foto dela para compararmos.