QUEM SOMOS!

Mostrando postagens com marcador Pragas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Pragas. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Bhut jolokia a pimenta mais ardida do mundo


A Bhut Jolokia (também conhecida como Naga Jolokia, Ghost Chili, Ghost Pepper) é uma pimenta de origem Indiana do estado de Assam e de algumas regiões dos estados de Manipur e Nagaland considerada pelo Guinness World Records como a pimenta mais forte do mundo.

Ardência extrema


Uma novidade em todo o país em termos comerciais – a bhut jolokia, pimenta de origem indiana e considerada a mais ardida do mundo. As sementes importadas da Índia vingaram sob o calor de 40 °C durante o verão – por sinal, temperatura ideal para a maioria das pimenteiras –, e cada planta rende entre 100 e 150 frutos. A colheita mensal não ultrapassa os 30 quilos. Por essa razão, a jolokia é comercializada por unidade, pelo preço de 5 reais.

A bhut jolokia queima feito fogo. Sua ardência, calculada pela escala de Scoville (medida que determina a pungência), é de 1 milhão. Cada unidade dessa escala equivale à quantidade de vezes que um extrato de pimenta precisa ser diluído para que ela seja neutralizada. A ardência da americana red savina, até então considerada a mais forte do mundo, é de 577 mil. As brasileiras malagueta (150 mil) e cumari (220 mil) também não fazem frente à variedade indiana.

O ardor produzido por algumas pimentas tem a função de proteger as pimenteiras contra o ataque de fungos, bactérias, insetos e de mamíferos na natureza. Até então, a única maneira de determinar seu sabor é por meio da degustação, que impossibilita várias provas seguidas ou por análises bioquímicas – que são caras e de resultados demorados.

Bhut Jolokia
  • Espécie: Capsicum Chinense
  • Origem: Índia
  • Und. Scoville: 500.000 - 1.000.0000
  • Grau de Ardência: 8
  • Coloração Imatura: Verde
  • Coloração Madura: Vermelho
  • Comprimento Aproximado: 60 mm
  • Diâmetro Aproximado: 25 mm
Os primeiros rumores de sua existência iniciaram-se em meados do ano 2000, mas veio à tona publicamente apenas em 2005. Em 2006 iniciaram-se os testes definitivos para medir sua classificação, sendo executados pelo renomado Chile Pepper Institute da Universidade Estadual do Novo México. A Bhut Jolokia foi submetida a testes por quase 1 ano, sendo utilizados os métodos de análise de DNA e HPLC (High Performance Liquid Chromatography).

Durante os testes a Bhut Jolokia chegou a atingir um pico de 1.001.304 SHU, de acordo com o Chile Pepper Institute, conferindo a Bhut Jolokia o título de pimenta mais forte (pungente) do mundo até 2011. Desde 2011 algumas novas campeãs surgiram no cenário mundial das pimentas nucleares: a Trinidad Scorpion com aproximadamente 1.5 Milhões de SHU, a Chocolate 7 pot com 1.8 Milhões de SHU e a atual campeã a Trinidad Moruga Scorpion com a incrível marca de 2.000.000 (2 milhões!!) de SHU.

Cultivo 
 
 


 
A planta da Bhut Jolokia chega a atingir entre 450 mm a 1,2 metros e possui folhas com dimensões variando entre 50 x 100mm a 75 x 140mm (largura e comprimento, respectivamente), verdes e lisas. Seus frutos podem atingir até 30mm de diâmetro e 75mm de comprimento. Como característica comum de alguns frutos alongados pertencentes a espécia Capsicum chinense, a quantidade de sementes em cada fruto é reduzida. Bhut Jolokia prefere climas quentes e necessitam de um longo período para atingir o amadurecimento. Suas sementes germinam em torno de 10 dias, se mantidas em ambiente adequado à uma temperatura constante de 27°C, levando em torno de 120 dias para o amadurecimento.

Informações Gastronômicas

A Bhut Jolokia necessita de cuidados especiais para manuseio e principalmente utilização. Normalmente todo o seu interior (polpa e placenta) é retirado antes de utilizá-la em algum prato específico, para diminuir um pouco seu grau de ardência.

São utilizados tanto em sua forma seca quanto frescas, em saladas e molhos. Observação: deve-se utilizar proteção para as mãos, como por exemplo luvas, no manuseio dos frutos da Bhut Jolokia, para evitar danos à pele. Caso queira moer seus frutos, é essencial a utilização de proteção para os olhos.

A Bhut Jolokia, também sendo chamada de Naga Jolokia, necessita de cuidados especiais ao manusear, já que a capsaicina presente nela pode queimar a pele, além do cuidado ao utilizar ela. São bastante utilizadas secas e em conserva, podendo acompanhar saladas, carnes e molhos.

Maracujá - Pérola do Cerrado

Maracujá gigantePassiflora quafrangularis 

 

O maracujá gigante, Passiflora quadrangularis – Maracuja Gigante - Maracujina - Maracujá Melão, é originário da América Tropical. É uma planta trepadeira de grande porte, lenhosa, vigorosa e de crescimento rápido, podendo atingir 10 m de comprimento. Apresenta grande variação no tamanho, formato, peso, coloração e sabor dos frutos. É rico em vitamina C, cálcio e fósforo. Pode ser consumido ao natural ou na forma de sucos, doces, geleia, sorvete e licor.

 
 
A germinação de esta espécie e uma das mais complicadas de todos os maracujás, é muito importante seguir as instruções detalhadamente, caso contrário a germinação será de ZERO. Mesmo seguindo as instruções a germinação pode ser errática, e demorar de 2 meses até 1 ano. Não descarte a embalagem ou vaso onde semeou se sementes não germinarem em 30-60 dias!!!

Germinação

Coloque as sementes de molho por 24 horas antes de semear, em suco puro e natural de MARACUJÁ AZEDO. (Simplesmente pegue a polpa de um maracujá azedo e tire as sementes para que não se misturem com as do maracujá gigante e deixe as sementes em molho pó 24 horas)

Escarificar mecanicamente as sementes, usando uma lixa ou cortando um dos cantos das sementes (com muito cuidado) pode ajudar para que a umidade possa entrar nas sementes, entretanto, com esta técnica do maracujá azedo isto não é necessário.

Plantar bem raso, cobrindo-as com 3 mm de substrato. Não deixe secar a terra o substrato onde plantou as sementes.

Época: semear o ano todo em regiões quentes.

Recipientes: sacos de polietileno pretos, com furos, tamanho 14 x 28 cm, ou tubetes de polietileno (o maior de todos).

Substrato: O melhor é usar substrato para mudas, não terra.

Viveiro: controlar preventivamente as doenças fúngicas, a cada 15 dias na estação seca e a cada 7 dias nos períodos úmidos.

Tempo de preparo: mudas de sacos plásticos levam de 60 a 80 dias para emitir a primeira gavinha, quando então devem ser levadas para o campo. Mudas de tubetes formam-se em 40-45 dias, sendo transplantadas mais cedo e menores, o que exige maiores cuidados quanto à irrigação

Clima e solo: próprio para regiões tropicais e subtropicais, com temperatura média de 20 a 32ºC, precipitação anual de 800 a 1.700 mm anuais, bem distribuída, e alta luminosidade. Não tolera geadas ou ventos frios. Evitar face sul do terreno. Plantar em solos de textura média, profundos e bem drenados. Não utilizar baixadas, solos pedregosos ou com possibilidade de encharcamento.

Práticas de conservação do solo: plantar em nível e manter cobertura vegetal sempre roçada nas entrelinhas.

Adubação de produção: Adubar 4 ou 5 vezes por ano, nos meses de setembro, novembro, janeiro e março, antes dos principais fluxos de floração. Aplicar os adubos nas quantidades indicadas pelo fabricante em faixas de 2 x 1 m dos dois lados da planta. Aumentar essas doses em 25%;

Micronutrientes: em solos deficientes, aplicar juntamente com a primeira parcela da adubação de produção, no início da estação chuvosa, utilizando calda com 300 g de sulfato de zinco, 100 g de ácido bórico e 500 g de ureia por 100 litros de água.

Sistema de condução
: espaldeira com 1 fio de arame liso número 8 ou 10, fixo com mourões de 2 m de altura (mais 0,5 m enterrado), espaçados de 5 a 6 m. 


Pragas e doenças: pulverizar, quando necessário, de manhã bem cedo para não afetar os insetos polinizadores.

Podas: Poda de formação - conduzir a muda com haste única. Desbrotar periodicamente, até que ultrapasse o arame de sustentação em 20 cm.

Escolher duas brotações laterais para formar os cordões horizontais, um para cada lado da planta. Manter todas as brotações surgidas desses cordões, pendendo livremente na vertical (cortina produtiva), eliminando-se as gavinhas até 60 cm abaixo do arame.

Poda de produção - no início da brotação primaveril, com umidade no solo, cortar os ramos da cortina produtiva 60 cm abaixo do arame. Deixar secar, retirar e queimar os ramos podados.

Polinização: Natural - exclusivamente por mamangavas. Artificial - manual, complementar e cruzada. Fazer entre 13 e 17h, nos picos de florescimento, por movimento ascendente nas flores, com as pontas dos dedos.

Coletar pólen de diferentes flores, distantes umas das outras, antes de iniciar a operação de forma contínua.

Dados da Embrapa

Nome do produto: Maracujá BRSGA1-Gigante Amarelo-Sementes

Forma de comercialização: Sementes

Informações sobre o produto: A cultivar BRS Gigante Amarelo (RNC: BRS GA1) apresenta fruto amarelo, formato oblongo, com base e ápice ligeiramente achatados, rendimento de polpa em torno de 40%.

Sua produtividade nas condições do Distrito Federal, irrigado e plantado no período de maio a julho, no espaçamento de 2,5 m x 2,5 m, tem ficado em torno de 42 t/ha no primeiro ano, mesmo com ataque da virose. No segundo ano de produção, essa produtividade fica em torno de 20 a 25 t/ha, dependendo do manejo. Apresenta boa tolerância à antracnose. Plantio em qualquer época do ano (quando irrigado), em diferentes tipos de solo. Não se adapta a regiões sujeitas a geadas.
 
Tamanho é documento
 
 
O maracujá BRS Gigante-Amarelo, lançado pela Embrapa Cerrados em 2008, começa a provar resultados expressivos a campo e atrai produtores

Quando o produtor rural José dos Reis Landim descarrega maracujás nos mercados de Brasília, não é incomum alguém achar que se trata de melões. A confusão é compreensível, dado o amarelo brilhante e o tamanho das peças. Enquanto o fruto convencional pesa em torno de 200 gramas, as unidades produzidas na chácara gerenciada por ele, no Núcleo Rural Pipiripau, em Planaltina, DF, podem chegar a 700 gramas. “As pessoas caem em cima. Dizem que nunca tinham visto um maracujá assim em toda a vida”, conta.

Enquanto a produtividade média nacional é de 14 toneladas por hectare, a colheita do “supermaracujá” – a cultivar BRS Gigante-Amarelo – vem atingindo de 60 a 70 toneladas (com 1.600 plantas) em áreas com clima e manejo adequados. Apesar de ainda estar em meio à primeira colheita (o plantio ocorreu em maio do ano passado e os frutos começaram a cair de maduros no final de novembro), o agricultor já contabiliza o triplo da quantidade juntada no chão em relação à cultivar convencional.

“É mais comercial, mais bonito e amarelo. Tem um fruto graúdo que chamamos de ‘extra’. Arruma mais clientes, e isso faz diferença no preço. Conseguimos 25 reais pelo saco de 12 quilos, enquanto eles pagam 12 reais pelo médio”, compara.

Os maracujás têm formato alongado – com a base e o ápice ligeiramente achatados – e apresentam quatro lóbulos (tetraestigma). Os outros diferenciais são coloração de polpa alaranjada – mais concentrada e com maior quantidade de vitamina C –, homogeneidade, resistência ao transporte e maior tempo de prateleira (duram cerca de dez dias). Quanto à sanidade, apresentam boa tolerância à antracnose e bacteriose, apesar de serem suscetíveis à virose, à verrugose e às doenças causadas por patógenos de solo.
 

Outro fator que motiva os agricultores é a precocidade da Gigante. Segundo Landim, as plantas começaram a florar em quatro meses, cerca de 90 dias antes das comuns. O pesquisador da Embrapa Cerrados Nilton Tadeu Vilela Junqueira confirma a rapidez da espécie: em seis meses ela está produzindo. 
 
O reflexo pode ser traduzido em retorno financeiro praticamente imediato. “O valor pago tem sido bom nos últimos anos, apesar das oscilações. No ano passado, as indústrias pagaram, em média, mil reais por tonelada. No mercado in natura, a mesma quantidade recebeu 1,5 mil reais”, diz.

Nordeste é líder no cultivo e os estados do Sudeste não alcançam índices tão interessantes. “As variedades respondem bem, mas depende do manejo. Tem gente que produz 50 toneladas. O cultivo da Gigante-Amarelo pode ser realizado em qualquer época do ano (quando irrigado) e em diferentes tipos de solo, mas há indicadores de adaptação em áreas quentes e secas preferencialmente.

Os 10 Benefícios do Maracujá Para Saúde

O Maracujá é uma fruta altamente nutritiva é amplamente disponível na América do Sul. Ele tem uma grande variedade em cores. Roxo e amarelo são os mais comuns.

Ele contém uma quantidade elevada de nutrientes, de antioxidantes que protegem contra o câncer, envelhecimento precoce e inflamação, grande quantidade de fibra, que é eficaz para melhorar a digestão.

Benefícios do maracujá na prevenção do câncer: O Maracujá contém uma grande quantidade de Vitamina C. cerca de 50% do valor diário. Maracujá contém vitamina A e flavonoides que são eficazes em proteger contra o câncer de boca e câncer de pulmão.

Benefícios do maracujá para pressão arterial: O Maracujá é altamente eficaz no combate a pressão arterial elevada. Ele contém 348 mg de potássio e com isso equilibra o nível de sódio no corpo. Altos níveis de sódio no corpo aumentam o risco de pressão alta e outras doenças como ataque cardíaco ou acidente vascular cerebral.

Benefícios do maracujá para o cólon: o maracujá contém fibra solúvel, elas limpam toxinas armazenadas no cólon. Estas toxinas são responsáveis pelo câncer de cólon. 100 g de maracujá fornece 27% das fibras exigidas pelo organismo por dia.

Benefícios do maracujá para os olhos: O maracujá é um dos alimentos mais saudáveis e benéficos para a saúde dos olhos. Ele contém uma grande quantidade de antioxidante, Vitamina A, C e flavonoides. Estes nutrientes protegem os olhos dos danos causados pelos radicais livres.

Benefícios do maracujá no aumento da produção de sangue: O Maracujá contém uma grande quantidade de Ferro, que é 20% do valor diária necessário para o corpo. Junto com o Ferro, o Maracujá ainda é uma rica fonte de vitamina C. A vitamina C aumenta a capacidade de absorção de Ferro.

 
 
Benefícios do maracujá na digestão: as frutas contêm uma grande quantidade de fibras solúveis, elas ajudam a melhorar a digestão. Também melhoram a capacidade de absorção dos nutrientes para o corpo.

Benefícios do maracujá para imunidade: A vitamina C é altamente eficaz para aumentar a imunidade, para proteger de doenças comuns como gripe, resfriado e infecções.

Saúde cardiovascular: O maracujá ajuda a reduzir os níveis do colesterol no sangue. Ele aumenta o HDL (colesterol bom) e diminuir o LDL (mau colesterol). Assim, impede o bloqueio do fluxo de sangue para o coração. Além disso, ele também contém uma grande quantidade de antioxidantes que protegem as artérias dos radicais livres.

 
 
Melhora a qualidade do sono: o maracujá relaxa o sistema nervoso e induz o sono.

Benefícios do maracujá para asma: maracujá é altamente eficaz para reduzir os sintomas da asma.

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Physalis - Physalis angulata

Ela é delicada e tão linda que chega a ser decorativa. A physalis é fonte de vitaminas A e C, além de ser rica também em fósforo, ferro, carotenoides e flavonoides.  
 
Além de nutritiva, tem grande valor terapêutico, pois possui uma substância chamada fisalina, que atua como anti-inflamatório no organismo.

Usada na medicina popular e consumida in natura ou como ingrediente de receitas culinárias, a fruta tem potencial para gerar lucro ao pequeno e médio produtor. A physalis é uma fruta bem interessante: considerada exótica, é encontrada no mercado a preços elevados, mas, apesar disso, no Norte e Nordeste do nosso país ela é comum nos quintais e chamada por nomes bem brasileiros: camapum, joá-de-capote, saco-de-bode, bucho-de-rã, bate-testa e mata-fome.

Essa variedade nativa é a Physalis angulata, da família das Solanáceas, a mesma do tomate, da batata, do pimentão e das pimentas. Originária da Amazônica e dos Andes, a physalis possui variedades cultivadas na América, Europa e Ásia.

Na Colômbia, é conhecida como uchuva e no Japão, como hosuki. É uma planta arbustiva, que pode chegar aos dois metros de altura. As frutas são delicadas, pequenas e redondas, com coloração que vai do amarelo ao alaranjado, envolvidas por uma folha fina e seca, em forma de balão. 
 
Com sabor doce, levemente ácido, a physalis é consumida ao natural e usada na preparação de doces, geleias, sorvetes, bombons e em molhos de saladas e carnes. É rica em vitaminas A, C, fósforo e ferro, além de alcaloides e flavonoides.



Num país de enormes proporções como o Brasil, não é de se estranhar que algumas plantas sejam conhecidas por nomes regionais diferentes. Mas, às vezes, também acontece o inverso: plantas distintas partilhando um único apelido. 
 
Quando isso ocorre, só mesmo o nome científico para evitar confusões. É assim com o juá, que tanto pode designar a saborosa Physalis angulata quanto a tóxica Solanum mammosum - não por acaso, também chamada de juá-bravo. Talvez isso explique o porquê de a primeira ter se imposto no mercado com sua denominação científica.

A physalis (lê-se fisális) é uma fruta comestível da família das solanáceas, a mesma do tomate, da berinjela, da batata e do pimentão. Ela também é conhecida como camapum, saco-de-bode, mulaca, joá e joá-de-capote. 
 
Pequena, redonda e de cor verde, amarela, laranja ou vermelha, nasce em arbusto de caule ereto e ramificado - que pode atingir até 2,5 metros de altura quando tutorado. Em seu desenvolvimento, a physalis fica dentro de um casulo feito de folha fina e em formato de cálice. Cada planta produz de um a três quilos de frutos, que aparecem quatro ou cinco meses após o plantio.



Rica em vitaminas A e C, fósforo e ferro, além de conter flavonoides, alcaloides e fito esteroides, a physalis tem, ao mesmo tempo, sabor doce e ácido. Mais consumida in natura, ela também é ingrediente para molhos, compotas, doces, geleias, sorvetes e licores. Folhas, frutos e raízes são usados na medicina popular para combater diabetes, reumatismo crônico, doenças de pele, da bexiga e do fígado.

Usada na culinária e dotada de componentes que beneficiam a saúde, a fruta é considerada uma ótima alternativa de plantio, que pode render lucros ao pequeno e médio produtor. A embalagem de 80 gramas de physalis importada custa de 8 a 10 reais no varejo paulista. Seu comércio é bastante explorado na Colômbia, um dos locais apontados como sendo de origem da fruteira - também há indicações de que ela seja proveniente da Amazônia.

De ciclo rápido e rústico, pode ser plantada em qualquer época do ano e se adapta bem ao clima quente, embora tenha tolerância a ambientes frios. Mas a planta não gosta de excesso de umidade e é vulnerável a doenças fúngicas. Também é recomendada a adoção de métodos de prevenção contra pragas como broca pequena, tripes e ácaros.

Curiosidades sobre a Physalis
  • No Brasil, a variedade nativa é a Physalis angulata
  • No Japão, existe variedade de cor vermelha chamada hosuki. Lá, anualmente, acontece a Festa do Hosuki
  • As variedades capsicifolia, esquirolii, lanceifolia, linkiana e ramosissima encontram-se espalhadas pela América, Europa e Ásia
  • Apesar de ser bastante rústica e exigir poucos cuidados, é imprescindível o controle de insetos a partir da floração
  • Utilizando-se o tutoramento, como nos plantios de tomate ou pimentão, é possível obter uma produção maior em menos tempo
  • A physalis também é utilizada como tira-gosto em degustações de vinho
  • Na Austrália, a physalis rende uma conserva fina exportada para vários países
  • Em Paris é servida em restaurantes elegantes, coberta com chocolate
  • Estudos científicos recentes estão revelando que a planta apresenta forte atividade como estimulante imunológico e efeito antiviral contra os vírus da gripe e herpes. Contém alto teor de vitaminas A, C, fósforo e ferro, além de flavonoides, alcaloides, fito esteroides, alguns recém descobertos pela ciência
  • A physalis é rica em carotenoides. Os carotenoides estão na lista dos compostos bio-ativos considerados funcionais, ou seja, aqueles capazes de prevenir doenças. São corantes naturais capazes de afastar males como cegueira noturna, catarata e até câncer
  • A fruta também pode ser encontrada no comércio em forma liofilizada em cápsulas

Raio X
  • Solo: areno-argiloso com muita matéria orgânica e pH entre 5,5 e 6
  • Clima: tropical e subtropical, mas tolera bem o frio
  • Área mínima: um hectare para plantio comercial 
  • Plantio: qualquer época do ano 
  • Custo: R$ 225 o kit com 500 sementes, apostila e livro sobre a fruta


Colheita: a partir de 120 dias depois do plantio das sementes; pode estender-se por um período de por seis ou oito meses. Cada planta produz até três quilos de frutas.

Mãos à obra


Início - Adquira sementes para começar a produção de physalis. A fruta não é muito exigente em cuidados, mas há no mercado uma apostila com orientações técnicas de cultivo que oferece instruções para iniciantes na atividade (confira em Mais Informações).

Plantio - Pode ser realizado o ano inteiro, com preparação e correções do solo a partir de uma análise inicial das condições do terreno. O solo deve contar com bastante matéria orgânica e pH entre 5,5 e 6. Antes, faça o plantio em bandejas de isopor com 128 células, copos de plástico de 300 mililitros ou saquinhos de polietileno de 13 x 13 centímetros. Coloque uma semente em cada célula, que deve contar com substrato próprio para hortaliças. A germinação sob sombreamento de 30% leva de dez a 20 dias para ocorrer.

Transplante - Com entre 20 e 30 centímetros de altura, transfira as mudas para o local definitivo. Plante-as em duplas, lado a lado, e com distância de 30 centímetros entre uma e outra. Quando atingirem cerca de 80 centímetros de altura, faça o tutoramento com técnicas semelhantes às indicadas para o tomateiro.

Tutoramento - Acomode um bambu ou outra estaca com dois metros de altura entre as plantas, fixando-as com barbante, para dar firmeza até o fim da produção. A fruteira pode chegar a 2,5 metros de altura.

Espaçamento - São indicadas as medidas de 0,8 metro de distância entre plantas e entre 1,80 e 2 metros entre linhas.

Cuidados - Em períodos de muita umidade, aplique calda bordalesa na proporção de 1% a cada 15 dias para evitar o ataque de doenças fúngicas. No caso de combate a pragas, como broca pequena, tripes e ácaros, faça pulverizações a cada oito ou dez dias, principalmente após a colheita. Os defensivos podem ser adquiridos em lojas de produtos agropecuários, com orientação de engenheiros agrônomos, e usados na dose recomendada pelo fabricante. Para a irrigação das plantas, indica-se o sistema de gotejamento.

Produção - Começa entre quatro e cinco meses após o plantio e chega a durar de seis a oito meses. Cada planta produz de um a três quilos de frutos, volume que depende do trato cultural realizado durante o desenvolvimento da physalis. Em um hectare podem ser instaladas de 6 mil a 12 mil plantas.

Cultivo


A physalis é uma planta rústica, que exige poucos cuidados, e que até agora não apresentou uma doença significativa que possa ser grande ameaça ao cultivo. Desenvolve-se bem em regiões quentes, de clima tropical e subtropical, mas tolera bem o frio.

Antes de plantar, é aconselhável realizar análise de solo, que deve ser preparado com as mesmas recomendações para o cultivo do tomate. Os melhores solos são os areno-argilosos e pouco ácidos. A semeadura é feita em bandejas de isopor com 128 células, copos plásticos ou saquinhos de polietileno, com substrato para hortaliças, usando-se uma semente por célula, copo ou saquinho. A germinação se dá em cerca de 20 dias.



Quando as plantinhas estiverem com mais ou menos 20 centímetros de altura podem ser transferidas para o local definitivo. Plantam-se grupos de quatro mudas, distantes 30 centímetros uma da outra, em forma de quadrado (uma planta em cada canto). 
 
No centro, coloca-se uma vara de bambu ou madeira com cerca de dois metros de altura, para que as plantas sejam amarradas até o final da produção. O espaçamento entre as linhas é de dois metros. A colheita começa quatro meses depois do plantio e estende-se por seis ou oito meses. Cada planta produz até três quilos de frutas.

Bela, saborosa e medicinal

Seu lado medicinal não deixa a desejar: é conhecida por purificar o sangue, fortalecer o sistema imunológico, aliviar dores de garganta e ajudar a diminuir as taxas de colesterol. A população nativa da Amazônia utiliza os frutos, folhas e raízes no combate à diabetes, reumatismo, doenças da pele, bexiga, rins e fígado.

A planta tem sido estudada também por fornecer um poderoso instrumento para controlar o sistema de defesa do organismo, diminuindo a rejeição em transplantes e atacando alergias. Pesquisadores da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) da Bahia identificaram substâncias com esse potencial na Physalis angulata e já solicitaram patente sobre o uso delas. 
 
Testadas por enquanto em camundongos, espera-se que as fisalinas (chamadas de B, F e G) tenham um efeito tão bom quanto o das substâncias usadas hoje para controlar o sistema imune, mas com menos efeitos colaterais, quando forem usadas em pacientes humanos.

"Em geral, ela é usada na forma de chá ou infusão", diz Milena Soares, pesquisadora da Fiocruz. A erva cresce na América Latina e na África, e as moléculas que produz, as fisalinas, atraíram a atenção dos cientistas porque pertencem ao grupo dos corticosteroides, usados hoje para controlar o sistema imune. "Essas substâncias já tinham sido descritas, mas nós fomos os primeiros a estudar suas propriedades", conta Soares.

O trabalho foi publicado na revista científica "European Journal of Pharmacology". Se for comprovado que as substâncias causam menos efeitos colaterais, a pesquisadora diz que os pacientes com o sistema imune hiperativo seriam poupados de inchaços ou da diminuição da produção de células do sangue na medula óssea, causada pelos medicamentos utilizados hoje. (www.sciencedirect.com/science/).

A frutinha exótica que ajuda a emagrecer

Há algumas frutas exóticas, geralmente não tão conhecidas, que fazem um bem enorme à saúde. A physalis, também conhecida como juá, é uma delas. Esta bonita e delicada fruta traz muitos benefícios à saúde, inclusive auxiliando nos processos de emagrecimento, por apresentar riqueza de água, vitaminas, fibras e minerais em sua composição.

Originária do Amazonas, a physalis possui um sabor doce, levemente ácido e possui poucas calorias, sendo que 100 gramas da fruta contêm apenas 50 calorias. A fruta é pequena, amarelada e envolta em folhas. Por desenvolver-se em um ciclo rápido, a physalis pode ser plantada em qualquer época do ano. 
 
Inicialmente, o cultivo desta fruta era voltado apenas à pesquisa, depois começou a sua produção no sul do estado de Minas Gerais, na região sul do estado de Santa Catarina e, mais tarde, no estado do Rio Grande do Sul.

Propriedades e benefícios

A physalis é rica em vitaminas A, C, fósforo, ferro, carotenoides e flavonoides. Devido às suas propriedades, a physalis purifica o sangue, fortalece o sistema imunológico, alivia dores de garganta e ajuda a diminuir as taxas de colesterol. A fruta possui elevado poder antioxidante, evitando a formação dos radicais livres no organismo, protegendo-o de doenças.

Ela ajuda a emagrecer?

A physalis pode ser utilizada como uma aliada em dietas de emagrecimento, mas lembre-se que, para eliminar os quilinhos extras de forma saudável, é necessário aliar uma alimentação saudável e balanceada à prática de exercícios físicos.

Por ser rica em fibras, a physalis ajuda a regular o funcionamento do intestino e a diminuir o apetite, dando a sensação de saciedade, auxiliando, assim, no processo de emagrecimento.

Os benefícios trazidos por suas propriedades não param por aí: além de nutritiva, a physalis tem poder terapêutico, devido a presença de uma substância denominada fisalina, que atua como anti-inflamatório.

Modos de consumir

A fruta pode ser consumida em sua versão natural (basta colocar as folhas que a protegem para trás e morder a fruta), assim como também pode ser utilizada na preparação de geleias, sorvetes e molhos para saladas.



sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Mirtilo (Vaccinium myrtillus)



Aproveitando a 5º edição anual da Feira do Mirtilo a realizar nos dias 28, 29, 30 e 1 Jun.-Jul. cá na zona de Aveiro, concretamente em Sever do Vouga, podemos falar um pouco sobre este fruto silvestre que começou a ser cultivado na década de 90 em Portugal e é pouco utilizado na nossa alimentação, talvez por não ser muito popular e não ter entrado ainda nos hábitos dos portugueses, também talvez por ser uma fruta relativamente cara comparada a outras.

Em Portugal é na zona do médio Vouga, no vale do Rio Vouga, que se encontra o local ideal para a produção deste fruto, mais especificamente nos concelhos de Oliveira de Frades, Sever do Vouga, Águeda e Albergaria-a-Velha, sendo Sever do Vouga o que reúne as melhores condições pelo seu microclima e solo sendo conhecida como capital do mirtilo em Portugal. Também é cultivado em pequena quantidade no Alentejo.

A área de produção de mirtilos em Sever do Vouga tem crescido de ano para ano, este fruto tem grande potencial a nivel de exportação, paises europeus como França, Bélgica e Holanda absorvem a grande maioria da nossa produção.

A 5ª edição da Feira do Mirtilo conta com vários tipos de atividades relacionadas com gastronomia, workshops, música, espetáculos, artesanato, etc. A visitar!

O Mirtilo é uma baga de cor azul-ceroso, que cresce num pequeno arbusto que alcança 1m a 1,5m de altura. O mirtilo encontra-se em regiões nas quais o Inverno é rigoroso, dado que necessita em média de 700 a 1.000 horas anuais de temperatura entre os 10º e os 12º centígrados.

Classificação Cientifica:

Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Ericales
Família: Ericaceae
Gênero: Vaccinium
Espécie: V. myrtillus

As folhas do arbusto do mirtilo são caducas e alternas. A sua forma é oval ou elíptica, com o ápice pontiagudo e a bordadura dentada. Medem entre 1 e 3 cm de comprimento. São de cor verde vivo, um pouco mais claro na página inferior, adquirindo no outono uma intensa cor vermelha e amarela. As flores aparecem solitárias ou agrupadas. São em forma de odre de cor branco-rosado-esverdeada e medem entre 5 e 6mm.

Apresenta raízes rasteiras serpenteantes, das quais surgem numerosos troncos angulosos e muito ramificados.


O fruto é uma baga globosa de 5mm de diâmetro de cor azul violáceo quase negro. A pele é lisa e apresenta uma cicatriz circular na ponta superior, muito característica. A polpa é sumarenta, clara e com grande número de sementes minúsculas. É uma planta que requere climas frescos, com chuvas bem distribuídas e com frio suficiente durante o Inverno para que a planta tenha uma boa floração e produção.

O mirtilo é uma planta muito antiga, de origem desconhecida, que cresce espontaneamente no Norte da Europa, Ásia e América. Há quem a considere originária da Europa, Norte de África, Cáucaso e Ásia setentrional. Em Espanha está muito difundido nos bosques luminosos das zonas montanhosas. O principal continente produtor é a América do Norte, concretamente os Estados Unidos com 96% da produção mundial. A Europa produz aproximadamente uns 4%, enquanto o resto dos continentes não dão produções assinaláveis.

Conhecido como o “Rei dos Antoxidantes” e o “Fruto da Juventude”, este pequeno fruto está no topo dos alimentos com maior teor de antioxidantes, ultrapassando as vantagens de outros vegetais como repolhos, espinafres e brócolos. É rico em vitaminas, A, B, C e PP, possuindo ainda sais minerais, magnésio, potássio, cálcio, fósforo, ferro, manganês, açucares, pectina, tanino, ácido cítrico, málico e tartárico.

O Mirtilo, também conhecido como arando é usado na confecção de bolos, tartes, bolos, sumos, iogurtes, etc.

As variedades de mirtilo mais cultivadas em Portugal, tendo em consideração ás caracteristicas de clima e solo ideias são as seguintes: O´Neal, Duke, Bluecrop, Goldtraube, Ozarkblue.

Todas estas variedades se encontram com relativa facilidade à venda em lojas de plantas, viveiros e hortos.


Goji - Pragas

Os pardais ladrões são o inimigo número 1 dos gojis.

Em casos extremos os pardais podem comer praticamente toda a folhagem duma planta. Estas aves alimentam-se maioritariamente à base de migalhas, insetos e minhocas, mas estes, atacam muito os gojis durante a sua fase de crescimento, principalmente as folhas maiores e mais velhas (debicam as folhas ou então cortam mesmo a folha inteira com o bico), por assim dizer; como adoram andar empoleirados também pode acontecer que partam os galhos mais frágeis. As chaminés e os beirais das casas proporcionam locais ideais para a sua reprodução, que acontece na Primavera.

Pragas: lagartas
Lagarta “Nóctua ou Rosca” Agrotis Spp.

Outros exemplos de lagartas do solo.



Pragas: pulgão

Depois das lagartas e dos pardais, o pulgão é o inimigo mais recente dos gojis.


Há uns dias atrás num dos pés de goji verifiquei que vários rebentos e folhas começaram a ficar atrofiados, escuros e com as folhas enroladas. Com uma observação mais atenta, via-se que se tratavam de pulgões, iguais àqueles que frequentemente costumam atacar as roseiras. Estes insetos apareceram subitamente e julgo que esta praga poderá ter sido trazida pelo vento ou mesmo talvez ter vindo de outras plantas já contaminadas, nomeadamente roseiras, por ser nesta altura que elas começam igualmente a ganhar novos rebentos fazendo com que esta praga se desenvolva e se espalhe rapidamente.

Os afídeos, afídeos, pulgões ou piolhos-das-plantas são insetos diminutos que se alimentam da seiva de plantas, da superfamília dos ofioideos, na divisão Homóptera da ordem dos Hemíptera. Cerca de 250 espécies constituem sérias pragas para a agricultura, floresta e jardinagem ao sugarem a seiva das plantas e servindo como vector de transmissão de vírus.

Os pulgões apresentam corpo mole, piriforme, isto é, em forma de pera sendo encontrados em grande quantidade sobre os ramos e botões florais. Sugam a seiva das plantas eliminando uma substância denominda de “honeydew”. Esta substância corresponde ao excesso de seiva sugada pelo inseto, que uma vez em contato com a planta possibilita o crescimento de um fungo negro denominado fumagina. Este fungo impede que a planta exerça as suas funções podendo levá-la à morte. As formigas também são atraídas pelo “honeydew”.

Os pulgões provocam o enrolamento e murchamento da planta fazendo com que não se desenvolva, tornando-a mais débil e mais facilmente sujeita a doenças. Alguns pulgões podem apresentar asas que, em repouso, são mantidas verticalmente sobre o corpo. Na parte posterior do abdômen dos pulgões existem um par de curnículos, estruturas tubulares que funcionam como tubos secretores de cera.

Podem migrar por grandes distâncias, principalmente através de dispersão passiva, levados pelo vento. A sua dispersão a nível global deve-se também ao transporte, por parte de humanos, de materiais vegetais infectados. A joaninha é um dos seus principais predadores. A joaninha é um dos predadores naturais do pulgão.

Pragas: fungos


Depois do ataque gorado protagonizado por pulgões em alguns pés de goji do quintal há algum tempo atrás, a nova ameaça que agora se verifica parece ser uma doença causada por fungos. Subitamente começaram a aparecer folhas caídas pelo chão aparentemente alvo de ataques de pássaros. Mas não. Essas folhas não se encontravam bicadas, mas inteiras, apresentando manchas castanhas e estavam a cair, não por causa de aves, mas por estarem quase já secas. Algum tipo de bactéria ou fungos talvez?

Pelos sintomas e após alguma investigação, chega-se à conclusão que a causa mais provável deste problema parece ter origem em alguma classe de fungos que atacam as folhas causando estas manchas castanhas. O míldio, oídio, ferrugem, alternaria, e outros fungos idênticos podem ser a causa deste problema. Atacam as folhas e consequentemente debilitam as plantas.

A chegada da primavera, que favorece a conjugação de fatores favoráveis, entre eles a temperatura e a chuva que ultimamente se faz sentir após um longo período de seca, potenciou a multiplicação deste tipo de fungos.
 

domingo, 31 de janeiro de 2016

Segredos no cultivo das Rosas do deserto

Publicado em 14 de abril de 2015 por Sinval Braga 



As rosas do-deserto (Adenium spp) são plantas suculentas belíssimas, de caule escultural e floração exuberante, que vem encantando jardineiros no mundo todo. Mas elas têm seus segredinhos para encorpar o caule e as raízes, além disso, você pode estimular florações espetaculares com essas dicas.

Iluminação

As rosas do deserto são plantas exigentes em luz. Elas devem tomar pelo menos seis horas de sol por dia, caso contrário não florescem ou florescem pouco. Na falta de sol, também podem acontecer duas coisas: estiolamento (crescimento débil em comprimento) ou uma tendência em procurar luz, fazendo com que a planta fique torta para um só lado.

Temperatura

As Rosas do Deserto não gostam do frio. Em baixas temperaturas, seu metabolismo fica muito lento, dormente. Quando expostas ao frio, as folhas ficam amarelas e caem. Deixam de florescer, e se estiverem floridas as flores caem. Nestas condições, as regas devem ser bem espaçadas, até porque não vão aproveitar muito as irrigações. Uma estufa seria uma saída interessante para manter a planta em crescimento vegetativo em locais com inverno mais rigoroso, como no sul do Brasil e nas regiões serranas. 

Substrato


O substrato para Rosas do deserto é bem específico, mas fácil de fazer. Ele deve ser rico em potássio, fósforo e cálcio, leve e essencialmente bem drenável. No entanto, por ser um substrato drenável, é frequente a perda de nutrientes, que são constantemente lavados durante as regas e as chuvas, por isto adubações complementares são muito bem-vindas. O nitrogênio é um nutriente que deve ser usado com cautela, pois pode provocar um desenvolvimento excessivo na planta. 

As rosas do deserto (Adenium obesum) são nativas de regiões áridas e foram introduzidas no Brasil há pouco tempo, portanto elas permanecem ainda cheias de “mistérios” aos cultivadores. Como é uma planta que não suporta excesso de água, por se tratar de uma suculenta, ela necessita de um substrato específico; e mais importante que a fertilidade deste substrato, é sua capacidade de drenar a água.

Muitos usam areia grossa, funciona, mas o vaso fica muito pesado. A melhor mistura que encontrei, foi com o uso de carvão. O substrato fica leve, cumpre muito bem seu papel de drenar, melhora o desenvolvimento das raízes aerando o meio e é barato, muitas vezes até de graça para quem tem fornos a lenha, lareira, entre outros. Só devemos evitar o carvão que restou na churrasqueira, pelo excesso de sal que contém.

Para produzir este substrato, use composto orgânico, enriquecido com farinha de ossos, mais carvão moído (50% de composto orgânico + 50% de carvão moído). O composto orgânico contém os nutrientes essenciais às rosas do deserto, além de reter uma certa umidade, e o carvão moído deixará o substrato leve e aerado além de possuir boa porcentagem de potássio, um macro nutriente importante. Além disto, o carvão é resistente à decomposição, aumentando muito a durabilidade do substrato.


O composto orgânico poderá ser substituído por húmus de minhoca (vermicomposto) ou, com menos vantagem, esterco curtido. Já o carvão poderá ser substituído por casca de arroz carbonizada, ou também, com menos vantagem, por cascas de árvores. Usando cascas de arvores, a durabilidade do substrato diminui, pois não são tão resistentes à decomposição quanto o carvão.


Usando este substrato, realize as regas quando ele estiver seco, e adubações de cobertura a cada 40 dias, usando composto orgânico e farinha de ossos. Espero ter contribuído, pois as adeniuns, assim como grande parte das plantas da nossa flora, produzem lindas flores, além de um lindo caudex (caule modificado), que valoriza ainda mais o visual exótico da planta.

Podas


Não tenha medo de podar sua rosa do deserto. As podas são imprescindíveis para dar forma à planta e servem também para estimular as florações. Tenha cautela ao usar as podas para induzir o florescimento. Use como último recurso. Antes disso, melhore a adubação, dando mais atenção aos nutrientes citados acima. 

Para dar formato à planta, pode-se usar também recursos dos bonsaista, como “aramar” os galhos ou então usar fios de barbante para ancorá-los. Faça sempre cortes em bisel nos ramos, evitando assim o acúmulo de água nos ferimentos. O pó de canela tem sido usado com sucesso como cicatrizante nos cortes, prevenindo o aparecimento de doenças fúngicas. 

Propagação


A Rosa do Deserto pode ser propagada por sementes ou estacas. Se a opção for sementes, deixe-as de molho em água não clorada para se hidratarem. O tempo mínimo na água é de duas horas. Podem também ser plantadas sem este tratamento, mas neste caso o tempo para germinação aumentará em 2 a 3 dias.



Depois de hidratadas, plante em recipientes individuais e bem identificados. Estes recipientes podem ser copinhos de plásticos de 200 ml ou bandejas de isopor com células individuais. As bandejas de 128 células, facilmente encontradas em agropecuárias, são ideais. O tempo para as sementes germinarem varia de 2 a 4 dias. Durante este período, mantenha o substrato constantemente úmido. Quando todas estiverem germinadas reduza a irrigação para uma ou duas vezes por dia e, à medida que forem crescendo, a irrigação deve ser gradativamente espaçada. 


As mudinhas devem ficar sob sol pleno para irem se acostumando a esta condição de luminosidade. O momento para o transplante é quando a mudinha estiver com 3 pares de folhas definitivas. Depois de 6 a 8 meses de germinadas as pequenas plantas começam a florescer. 

Outra forma de propagá-las é por estacas. Aproveite as podas para fazer mudas por estaca, mas lembre-se que essas mudas não desenvolvem caudex como as originárias de semente.

Estaquia da rosa do deserto

Após uma poda, podemos aproveitar as estacas para ter uma nova planta, com flores idênticas às da planta mãe que deu origem às estacas. Trata-se da propagação assexuada ou propagação vegetativa, onde a parte retirada da planta tende a se regenerar. 


Mas é bom lembrar que as adeniuns propagadas por estacas não formam caudex, aquele tronco gordinho na base da planta, porém, podemos trabalhar as raízes e a parte aérea da planta, formando assim formas bastante interessantes, e muitas vezes até um pseudocaudex ou caudex falso.

Além disto, podemos também fazer enxertos e uniões de estacas, gerando assim uma planta que irá fornecer flores com diversas cores. Eu fiz um enxerto (fenda) e logo que o enxerto “pegou”, cortei o galho e coloquei para enraizar. Enraizou, plantei num vaso e esta estaca vai produzir flores amarelas (parte enxertada) e vermelha (brotação da estaca).

Para enraizar uma estaca de adenium o melhor substrato é a areia grossa de rio. Coloque a areia num copo de refrigerante, e escolha uma estaca de uma planta sadia. Coloque a estaca na areia, e mantenha esta areia úmida. Atente que o excesso de água, ou encharcamento, resulta no apodrecimento da estaca. Já a falta de umidade pode abortar o enraizamento, e logo esta estaca irá desidratar e morrer. Assim, a areia deverá estar sempre levemente úmida, o suficiente para não apodrecer a estaca e estimular seu enraizamento.

Caso pretenda manter a estaca mais tempo no copo, deverá ser acrescentado na areia o composto orgânico ou húmus de minhoca, na proporção de uma parte de composto ou húmus para três partes de areia.

Como fazer seu próprio biofertilizante

O biofertilizante é um dos fertilizantes mais completos para uso tanto em jardinagem como em plantas ornamentais, aromáticas, hortaliças, folhagens, etc. Também é utilizado há muito tempo como um repelente natural que, ao invés de matar os insetos, os repele, deixando as plantas livres de pragas. 


É usado também no tratamento de sementes, prevenindo o ataque de pragas e doenças e fornecendo o fertilizante inicial para a planta em formação. Para utilizar em sementes, basta deixá-las de molho por 4 a 5 minutos, e depois colocá-las para secar à sombra. As sementes assim tratadas, deverão ser plantadas imediatamente, pois após um período, perdem seu poder germinativo.

Em propagações vegetativas, como em estaquias, alporquias, mergulhias, etc. também se pode fazer uso do biofertilizante. Em estacas, por exemplo, pode ser utilizada a mesma técnica descrita para sementes.



O melhor uso deste excelente produto se obtém através da pulverização. Desta forma podemos antecipar e prolongar floradas, podemos ter mais de uma florada por ciclo, prevenir o ataque de pragas, além de deixar as plantas mais vistosas e saudáveis. A pulverização deverá ser sempre feita à tarde, e após uma farta irrigação, para não causar estresse hídrico às plantas pois, apesar de natural, é um produto concentrado.

Passo a passo do biofertilizante

Uma bombona grande é ideal para a produção do biofertilizante. O biofertilizante é simples de se fazer. Em um recipiente, que pode ser um garrafão d’água de 20 litros, ou uma bombona de 50 até 200 litros, coloque 50% de esterco bovino fresco, adicione mais 50% de água não clorada. 


Esta água não clorada, pode ser de fontes, poços, ou água de chuva. Outra maneira de obtê-la é utilizando a água comum da torneira, deixando-a descansar destampada por pelo menos 24 horas. O cloro é muito volátil e evapora totalmente após este período.

Misture bem o esterco com a água, e deixe fermentar naturalmente. Este recipiente deve ser hermeticamente fechado, pois caso haja alguma entrada de ar, o oxigênio interromperá o processo anaeróbico envolvido na produção deste fertilizante. 

No processo de fermentação, se formará gás metano, o que pode acumular e provocar explosão. Assim, use uma mangueirinha na tampa do recipiente (garrafão ou bombona). A ponta desta mangueirinha deve ficar dentro de uma garrafa (pet) com água. A finalidade da mangueirinha é deixar escapar o gás metano, sem deixar entrar para o recipiente o oxigênio. Trata-se de um “selo d’água”, ou válvula de alívio. Para proteger o meio ambiente.

Após 30 dias, o biofertilizante estará pronto para uso. Se a opção for pulverizar as plantas, o produto deverá ser coado, evitando assim o entupimento do bico do pulverizador. As pulverizações deverão ser feitas a cada 8 ou 10 dias, dependendo da necessidade das plantas.

O biofertilizante poderá também ser usado na irrigação das plantas. Os intervalos são os mesmos, ou seja, a cada 8 a 10 dias. A concentração ideal é de 25 a 30% de biofertilizante para 70 a 75% de água. Então, para cada 10 litros de água, use 2,5 a 3 litros do biofertilizante.

Também pode ser utilizado puro, sem diluir, na terra dos vasos por exemplo. Fazendo assim e deixando de 4 a 5 dias descansando antes de plantar, o biofertilizante elimina as bactérias e fungos nocivos que por ventura possam estar contaminando o substrato, além é claro, de enriquecê-lo com nutrientes para as plantas.

Apesar de todas estas vantagens, o uso do biofertilizante não dispensa as adubações normais necessárias às plantas. Ele é um importante coadjuvante na promoção e na manutenção da saúde das plantas, mas para resultados excelentes, ele deve ser utilizado juntamente com boas práticas de manejo, como uma boa irrigação, iluminação, fertilização, e todos os cuidados de que necessitam as plantas.

As estacas transformam-se em plantas geneticamente idênticas a mãe, ou seja, são clones. É uma maneira de preservar materiais genéticos, como por exemplo uma planta de flor roxa, ou amarela com listras rosas, etc. Além das flores e da beleza de uma estaca bem conduzida, você terá material para uma enxertia numa planta propagada por sementes (propagação sexuada), e também para novas plantas via estaca (propagação assexuada).

Adaptação

Se você comprou sua planta num viveiro ou supermercado, é normal as folhas e flores caírem, não se preocupe. As folhas vão amarelar e cair, assim como as flores. Isto é normal, pois elas mudaram drasticamente de ambiente. Não faça transplante e nem adube até que sua planta esteja totalmente adaptada ao novo local, demonstrando crescimento.

Irrigação

Uma das formas de saber se sua planta está com sede é apertando o caudex (caule) de leve. Se estiver murcho, isso significa que a planta está desidratada. Neste caso, faça uma boa irrigação, mas sem encharcar e verifique constantemente o substrato. Caudex murcho, pode também ser podridão. Quando apertar o caudex, e verificar que está murcho, aperte outra parte do caudex. Se também estiver murcho, é quase certo que sua planta está realmente desidratada. Caso contrário pode ser podridão.

Podridão

Se sua rosa do deserto estiver podre, não se desespere, muitas vezes há salvação. Limpe todas as raízes, ficando assim com as raízes nuas. Com uma colher, elimine toda parte lesionada (podre) e pendure a planta num local com sombra. Deixe a planta nestas condições (pendurada) até que cicatrize toda ferida aberta. Isto levará no mínimo uns 5 ou 6 dias. Depois, replante com um novo substrato. Deixe a planta mais uns 3 a 4 dias na sombra, depois leve-a gradativamente a pleno sol. Nestas condições, também poderá haver perda de folhas.

É bem provável que depois desta operação o caudex fique com um buraco. Este buraco será para sempre. Mas você poderá disfarça-lo usando um cacto, uma pedra ou uma suculenta para tampar.