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domingo, 13 de agosto de 2017

Acer - Acer palmatum



Classificação científica

Reino:  Plantae
Divisão:           Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem:           Sapindales
Família:           aceraceae
Género:           Acer


Acer é um género botânico pertencente à família Aceraceae, podendo ser denominada com o nome comum de bordo. Pode ser uma árvore ou arbusto.

Existem aproximadamente 128 espécies, a maioria das quais são nativas da Ásia, mas várias espécies também ocorrem na Europa.

As diferentes espécies de bordo ou são classificadas numa família própria, a Aceraceae, ou (juntamente com a Hippocastanaceae) incluídas na família Sapindaceae.

Classificações modernas, incluindo a classificação do Grupo de Filogenia de Angiospermas, favorecem a inclusão em Sapindaceae.

A palavra ácer deriva de uma palavra latina que significa "agudo" (referindo-se às pontas características das folhas) e foi empregada pela primeira vez para o género pelo botânico francês Joseph Pitton de Tournefort em 1700.

Da seiva da árvore é produzido o xarope de bordo ou xarope de ácer, consumido principalmente com torradas, panquecas e rabanadas.

Os bordos, em sua maioria, são árvores que atingem de 10 a 40 metros de altura e são caducifólias.

Notórias pelas folhas palmiformes (espalmadas), comumente com três pínulas, embora existam espécies com cinco, sete ou ainda nove.

As suas flores são verdes, amarelas, cor de laranja ou vermelhas. Devido à sua floração ocorrer logo no início da primavera, alguns bordos se tornam uma importante fonte de pólen e néctar para as abelhas nesse período.

Embora cada flor sua seja pequena, o efeito de uma árvore inteira florida pode ser espantoso em algumas espécies.

Além do xarope, também a madeira é amplamente utilizada. A madeira do bordo é uma das mais utilizadas no fabrico de instrumentos musicais, principalmente de baterias, braços de guitarras e baixos eléctricos. A sua abundância, timbre cristalino e definido e dureza tornam-na ideal para tal.

A bandeira do Canadá apresenta uma folha vermelha de bordo estilizada, a qual é um proeminente símbolo nacional. A folha de bordo também é o símbolo do jogo online MapleStory da Wizet e Nexon.

A folha de bordo está ligada aos Colonos Vikings que partiram da Noruega e chegaram na Europa Insular Subártica.

Acer palmatum

Classificação científica

Reino:  Plantae
Divisão:           Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem:           Sapindales
Família:           Sapindaceae
Género:           Acer
Espécie:          A. palmatum
Nome binomial: Acer palmatum

Acer palmatum (ou Bordo japonês) é uma espécia de bordo nativa ao Japão, Coréia do Sul e à China.

O bordo japonês é uma pequena árvore decídua. Sua altura varia entre 6 e 10 metros. Em alguns casos, pode chegar até a 16m, mas é raro. Suas folhas são 4 cm longas e 12 cm largas. O bordo japonês e espécies similares requerem estratificação para germinarem.

O Acer palmatum é uma das melhores espécies para fazer bonsai, dado o tamanho das suas folhas, que fica muito facilmente proporcional ao tamanho da planta.

A coloração das suas folhas sofre alterações bastante intensas ao longo das estações do ano, variando desde verde vivo, passando por amarelo e chegando a vermelho intenso antes da queda da folha no outono.

O bordo japonês tem sido cultivado em áreas temperadas ao redor do mundo desde o século XIX. Suas sementes são populares na maioria das lojas arboricultoras, mesmo no Brasil. O cultivar mais popular é o das folhas vermelhas.

Como a maioria dos bordos, o bordo japonês é bem adaptável, mas cresce melhor em solos profundos, bem-drenados e férteis. O bordo japonês cresce bem em áreas temperadas, como o sul do Brasil, e em climas tropicais de altitude, como as mais conhecidas cidades da serra Fluminense (Petrópolis, Nova Friburgo, Teresópolis).

A planta requer sombra parcial ou total, principalmente durante o período da tarde, que é quando o calor se torna mais intenso. Deve proteger-se do vento todo o ano.

O bordo japonês aguenta muito bem o frio, desde que não esteja à mercê do vento frio. A uma temperatura superior a -10 °C não haverá problema. Calor excessivo durante o inverno pode fazer a árvore desfolhar demasiado cedo, o que pode ser extenuante.

As regas no verão devem ser frequentes, tendo-se o cuidado de não deixar a terra encharcada, pois isso pode causar fungos e adoecer a planta.

Recomenda-se regar sempre que a superfície da terra estiver seca. No inverno, proteger a planta da chuva e do frio, e redobrar as atenções, uma vez que esta estação propicia o surgimento de fungos.

Os bordos japoneses requerem um solo bem drenado, no entanto o mais indicado é o de akadama japonês puro.

Bonsai de Bordo (Acer palmatum)

Posição: A árvore deve ser protegida da luz direta do sol durante a tarde, mas o sol da manhã e do final da tarde não é problema. O Bordo japonês é resistente, mas deve ser protegido durante o inverno, quando as temperaturas podem cair abaixo de -10 º C.

Rega: Regue diariamente, especialmente quando elas começam a se desenvolver no início da primavera, considerando que o solo drena bem.

Alimentação: Use um adubo normal uma vez a cada três semanas.

Poda: A poda normal pode ser feita durante todo o ano; embora a poda de estilização deva ser feita no outono, para evitar sangramento excessivo (também é aconselhável aplicar pasta cicatrizante). Corte o novo broto a dois pares de folhas para trás. A poda de folha (remoção de folhas durante a estação de crescimento) pode ser feita a cada dois anos no início do verão para estimular as folhas menores. Remova todas as folhas, deixando as hastes das folhas intactas.

Transplante: Transplante as árvores Bonsai uma vez a cada dois anos, a remoção de algumas das raízes é importante.

Propagação: A partir de sementes ou de estacas no verão.




quinta-feira, 24 de março de 2016

Babaco-mirim - Vasconcellea monoica



Nomenclatura e significado

Babaco-mirim (pequeno) vem duma língua indígena mais a etimologia ou significado ainda não foi descoberta. Também recebe os nomes de: mamãozinho do cerrado, mamãozinho ornamental, babaquinho, jacatiá do campo.

Origem

É uma espécie rara ocorrendo no cerrado do estado de Goiás e no cerrado e em transição para a floresta semidecidual no estado de São Paulo, Brasil.

Características

Arbusto de até 3 metros de altura, com talo semi-lenhoso (não é oco como as espécies do gênero carica) podendo ramificar desde a base.

A casca é verde-cinzenta e bastante fibrosa. As folhas têm pecíolos (cabinhos) longos de até 15 cm, são palmadas (em forma de mão cuja lamina foliar se divide até o meio), com textura membranácea e margem crenada (com recortes de dentes arredondados) medindo 4 cm a 6 cm de largura por 9 cm a 13 cm de comprimento.

As flores são unissexuais, ou seja, flores do sexo masculino e flores do sexo feminino numa mesma planta. São paucifloras, ou seja, nascem em pedúnculos ou haste panicular (cacho de flor com forma piramidal) que surgem diretamente do tronco.

As flores femininas tem corola tubular com 5 pétalas brancas de ponta arredondada com 5 estames (tubos masculinos) epipétalos (sobre as pétalas) e anteras (glândulas que carregam os grãos de pólen) rimosas (com fendas longitudinais).

O fruto é uma baga ovoide com 4 cm a 6 cm de diâmetro por 7 cm a 8 cm de comprimento, com casca amarela e brilhante na maturidade que pesa 15 a 36 gramas.

As sementes são coroadas com pontas, lembrando o ouriço do mar, envolvidas por uma fibra gelatinosa branca. A parede do fruto (pericarpo) é branca e firme, quando cortada deixa escorrer um látex branco.

Dicas de cultivo

A planta é de fácil cultivo e multiplica-se facilmente por sementes. Esta espécie pode ser cultivada tanto em pleno sol como na sombra, bem como em solares e em vasos grandes.

Aceita bem qualquer tipo de solo com um pouco de umidade e profundo, pode ser cultivada onde a temperatura tenha média de 10 a 35 graus e tem um volume de chuvas de 900 a 2.000 mm anuais.

Essa espécie resiste a geadas de até – 1 graus negativos e começa a frutificar com 1 ano após o plantio.

Mudas

As sementes são arredondadas e estreladas medindo 4 a 6 mm de comprimento. Devem ser limpas das membranas, lavadas em água corrente e secas ao sol por 4 a 6 horas, depois podem ser armazenadas por até 2 anos.

Recomendo semear 2 sementes diretamente em sacos individuais com 21 cm de altura por 8 cm de diâmetro contento substrato organo-arenoso.

A germinação ocorre em 30 a 40 dias e as plântulas devem ficar sob ambiente sombreado. As mudas crescem rápido e atingem 30 a 40 cm com 3 a 4 meses de idade.

Plantando

Pode ser cultivada em todo o Brasil, apreciando altitudes de 300 a 1.000 m acima do nível do mar; a planta cresce bem tanto no sol como em ambiente sombreado.

Essa espécie não tolera locais brejosos ou encharcados. Aprecia solos profundos, arenosos ou latossolos (terra vermelha ou amarela), podendo ser plantada num espaçamento entre de 3 x 3 m.

As covas devem ter 50 cm nas três dimensões e nos 30 cm de terra iniciais se deve misturar 500 g de calcário, 500 g de cinzas, 2 pás de areia branca e 5 a 6 pás de matéria orgânica bem curtida.

Misturar tudo e deixar curtir por 2 meses. A melhor época de plantio é de agosto e outubro.

Cultivando

Após o plantio, irrigar com 10l de água se não chover. A planta geralmente cresce ereta e ramifica-se sendo desnecessária poda de galhos ladrões no tronco, visto ser este o habito de crescimento da planta (veja foto da planta em frutificação acima).

A adubação com composto orgânico é suficiente, pode ser 3 a 6 pás cama de frango ou composto orgânico + 30 gramas de N-P-K 10-10-10 distribuídos em círculos a 20 cm de distância do tronco. Essa espécie tem ciclo curto de 3 a 4 anos e depois morre; por isso é preciso sempre ir replantando mudas.

Usos

Frutifica nos meses de dezembro a abril. Os frutos têm uma casca carnosa que tem sabor insípido para o consumo in natura; mais essa carne pode ser consumida tanto em sopas ou refogada com outros legumes ou carne; ou melhor ainda, usada para fazer um doce em calda muito saboroso.

A planta muitas vezes é cultivada como ornamental tanto pelo pequeno porte e por seus lindos frutos.