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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Camomila

Camomila-vulgar 
 

Classificação científica 
  • Reino: Plantae
  • Ordem: Asterales
  • Família: Asteraceae
  • Gênero: Matricaria
  • Espécie: M. recutita
  • Nome binomial: Matricaria recutita L.
A camomila-vulgar, camomila, camomila-alemã, camomilha ou camomila-dos-alemães (Matricaria recutita) é uma planta da família Asteraceae. É uma planta com uso medicinal, cosmético, alimentar e em outras áreas.

Etimologia

"Camomila" e "camomilha" são procedentes do termo grego moderno chamaimelon (literalmente, "macieira rasteira") através do baixo latim camomilla.

Origem

A sua origem mais provável é a Europa e América do Norte, onde é muito comum nos jardins públicos. Sendo que as partes mais usadas são as flores e as folhas.

Surpreende pelas suas utilidades: além de ornamental, produz um chá calmante e digestivo, suaviza a pele e embeleza os cabelos. Trata-se de uma das ervas mais antigas que a humanidade já utilizou. O intenso aroma despertou o interesse pela planta e antigos pesquisadores, atraídos pelo doce perfume, acabaram por descobrir várias das propriedades que tornaram a camomila tão famosa. 
 

Os antigos egípcios tratavam uma doença semelhante à malária com o chá de suas flores. Ficou muito conhecido também um tipo de vinho aromatizado com flores de camomila. Na Espanha, por exemplo, esse vinho era usado como digestivo.

Como a lenda diz que atrai dinheiro se plantada ao redor da casa afasta o olho gordo; simboliza a prosperidade.

Pode ser usada nas mais diversas formas: caseira, culinária, na aromaterapia. Seu óleo essencial é sedativo e antifúngico. Bom para queimaduras solares.

Como toda erva, tem certas restrições de uso. Não deve ser utilizada por quem estiver a fazer tratamento radioterápico, pois, como tem efeito antioxidante, a camomila impede que a radiação destrua as células sadias e as malignas.

Características

De origem europeia, cresce principalmente em climas amenos. Muito bem adaptada à região Sul do Brasil, mas também é possível cultivá-la em regiões mais quentes. Conhecida pelas suas pequenas flores brancas, muito bonitas, que lembram pequenas margaridas. Possui folhas delgadas e bem recortadas. É uma planta de pequeno porte, que atinge de 25 a 50 cm de altura. Entretanto sua principal característica é seu aroma intenso e doce, capaz de perfumar grandes ambientes.

Cultivo

É anual. Possui uma haste ereta, e cresce de 25 cm a 50 cm com folhas delgadas e bem recortadas. Suas flores lembram pequenas margaridas brancas. Planta de clima temperado, se dá bem em locais onde faça um pouco de frio, com sol pleno, solos bem drenados, argiloarenosos e férteis; assegura a saúde das plantas ao redor, convive bem com as couves, cebolas, menta e repolho.

Uso Medicinal

Os egípcios a usavam no tratamento da malária, devido a sua ação anti-inflamatória, é indicada para má digestão, cólica (ótima para quem tem intolerância a lactose), cólica uterina, sedativa (infusão flores ou chá da flor de camomila); para queimaduras de sol (ajuda a refrescar a pele e evita a vermelhidão da pele), conjuntivite e olhos cansados (compressas com infusão do preparado das flores). 
 
 

Nas crianças, ajuda a combater os vermes. Como chá usado diariamente, diminui as dores musculares, tensão menstrual, estresse e insônia, diarreia, inflamações das vias urinárias; misturado ao chá de hortelã com mel, combate gripes e resfriados; o banho com sachê de camomila é sedativo e restaurador de forças, e especial para hemorroidas.

Na forma de infusão, é útil para o fígado, antialérgico, dores de reumatismos, nevralgias; ajuda a purificar o organismo e aliviar a irritação causada pela poluição. Age como sudorífico.

Não deve ser utilizada em doentes que tomem medicamentos com varfarina, pois os riscos de hemorragia são aumentados.

Estético

A camomila é vulgarmente utilizada para clarear o cabelo. A planta atua progressivamente nos pigmentos capilares de forma a atribuir ao cabelo um tom mais claro, chegando mesmo ao louro natural. Existem disponíveis no mercado dezenas de shampoos de camomila e, ainda, outras loções aclaradoras que também recorrem a este processo natural.

A camomila é, igualmente, muito utilizada em cremes, devido à ação suavizadora da pele. Em determinados casos, a camomila actua na pele atribuindo-lhe luminosidade e retirando o aspecto seco e envelhecido.

Aspectos agronômicos
  • Planta da família das compostas (asteraceae), nativa do mediterrâneo e sul da Europa, e climatizada na América do Norte, altiplanos da América Central e Sul da América do Sul; 
  • Erva de até 30 cm de altura, anual, de clima temperado, sendo cultivada durante o inverno, pois não tolera temperaturas elevadas, acima de 25º c. ou chuvas prolongadas durante a floração; 
  • Prefere solos bem drenados, porém com boa capacidade de retenção hídrica, com fertilidade média – alta e com médio teor de matéria orgânica;
  • Exigente quanto a irrigação, principalmente quando cultivada em regiões de inverno seco. A maior demanda de água, ocorre na formação da muda e na fase de botões florais.
Propagação por sementes em bandejas ou diretamente no solo; o espaçamento deve ser de 20 cm entre plantas e 20 a 40 cm. Entre linhas, sob sol pleno; colheita parcelada a partir de 3 a 4 meses do plantio no campo, colhendo-se apenas as flores para manter a qualidade do produto. Seu rendimento fica em torno de 500 a 800 kg/ha/ano, de flores secas.

Princípios ativos
 
Óleos essenciais (alfa-bisabolol, camazuleno), matricina, flavonóides (apigenina e quercitina), cumarinas (dioxicumarina, umbeliferona e herniarina), resinas, taninos, princípios amargos, mucilagens, polissacarídeos, éteres bicíclicos, ácidos orgânicos, vitamina c, etc.;

Usos terapêuticos
 
Antiespasmódica (contra cólicas), digestiva, antiséptica (higienizante), antialérgica, antiinflamatória, ansiolítica, calmante, carminativa (contra gazes), cicatrizante, emoliente (amaciante, amolecedor), refrescante, imuno-estimulante;

Indicações baseadas em estudos clínicos
 
Extratos apresentaram atividade anti inflamatória. Antisséptica e antiespasmódica do estômago e duodeno; efeito sedativo em pacientes submetidos a cateterismo; colutório (extratos diluídos) produziram efeitos refrescantes e adstringentes, e em creme apresentou atividades anti inflamatórias, anestésico leve, refrescante e desodorante, em pacientes com infecções cutâneas na perna, aplicada concomitantemente com o tratamento em curso.

Outros usos
 
  • Utilizada também na aromatização de bebidas, xampus (clareador de cabelos), detergentes e sabões;
  • Partes utilizadas: flores (capítulos florais);
  • Formas de uso e dosagem: uso externo: chá (infusão) 10 a 50 g/litro para banhos e compressas;
  • Extrato fluido – 05 ml em 250 ml de água;
  • Xampus, sabonetes, cremes, loções, géis, pomadas;
  • Uso interno: chá (infusão) 10 a 50 g/litro – 3 xícaras/dia;
  • Pó: 02 a 08 g em água, dividido em 3 tomadas diárias; e.s.: 300 a 1.000 mg/dia;
  • Tempo de uso: sem contraindicações ao uso prolongado.

Interações medicamentosas
 
Pode interferir com a absorção de ferro, em tratamentos prolongados.

Efeitos colaterais
 
Dermatites de contato ou fotodermatites em pessoas sensíveis, hipotensão arterial e vômitos também podem ocorrer, embora muito raramente;

Contraindicações
 
Gravidez e pessoas alérgicas a plantas da família das compostas.


segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Açaí - pérola da Amazônia



Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Liliopsida
Ordem: Arecales
Família: Arecaceae
Gênero: Euterpe
Espécie: E. oleracea

Informações

A árvore que produz o açaí chama-se açaizeiro. É uma espécie de palmeira encontrada no Amazonas, Pará, Maranhão, Acre e Amapá.

O açaí pode ser consumido de diversas formas: sucos, doces, sorvetes e geleias. Atualmente é muito consumido o açaí na tigela, onde a polpa é acompanhada de frutas e até mesmo de outros alimentos. Na região amazônica, a polpa do açaí é muito consumida com farinha de mandioca ou tapioca. 

A polpa do açaí é um ótimo energético, sendo que cada 100 gramas possuem 250 calorias. O açaí é uma fruta rica em proteínas, fibras e lipídios. Encontramos nesta fruta as seguintes vitaminas: vitaminas C, B1 e B2. O açaí também possui uma boa quantidade de fósforo, ferro e cálcio.

A indústria de cosméticos nacional e internacional está utilizando o açaí para produzir cremes, shampoos e outros produtos de beleza. As sementes do açaí são utilizadas no artesanato da região norte.

As folhas do açaizeiro são usadas para a produção de produtos trançados (bolsas, redes, sacolas, etc.) e, devido à sua resistência, serve como cobertura de casas (produção de telhados). Pequeno, redondo e de cor azul-noite, quase negro, o açaí pode ser considerado a pérola da Amazônia.


O açaizeiro faz parte da família das palmáceas. Esta palmeira brasileira é uma planta que se desenvolve próxima aos ribeirões, rios, igarapés, várzeas e nas matas de terra firme, e com menos frequência, em terrenos mais afastados e locais pantanosos. 

Ocorre predominantemente na região Norte, principalmente nos estados do Pará, Amapá, Maranhão e Tocantins. Palmeira delgada e alta que pode atingir uma altura de 20 a 25 metros. O açaizeiro apresenta farta perfilhação e alcança, no estado nativo, a 20 palmeiras por "touceira" (das quais pelo menos três em produção). 

Produz, cada uma, entre 6 e 8 cachos com 2,5 kg cada um, representando de 15 a 20 quilos de frutos por palmeira (em duas safras) e de 12 a 25 toneladas de frutos/ha/ano. Os troncos são lisos, roliços, longos, de cor clara, sem espinhos. Cachos de flores miúdas amarelas, surgem predominantemente de setembro a janeiro, podendo aparecer quase o ano todo. 

Frutos pequeninos, redondos, roxos, quase pretos agrupados em cachos pendentes. Tem um caroço grande, e muito pouca polpa. O fruto é colhido subindo-se na palmeira com o auxílio de um trançado de folha amarrado aos pés - a peconha.

Frutificação de outubro a janeiro.


O açaí tem um antioxidante excelente para a saúde. A polpa do açaí contém alto teor energético, e a divulgação de suas propriedades nutritivas possibilitou a abertura de novos mercados de consumo em outras regiões do país, tornando-se uma nova e ecologicamente correta, fonte de renda para as populações nativas. 

O cultivo e manejo do açaizeiro é ecologicamente adequado para as condições de solo úmido das várzeas do Estuário Amazônico. A palmeira pode ser utilizada para a extração do palmito (a partir do estipe), e produção de frutos, utilizados na fabricação do "vinho do açaí", que é um dos principais alimentos das populações ribeirinhas.
 

Dos frutos maduros, é extraída a polpa que é consumida na forma de sucos, creme, licor, geleia, mingau, sorvetes e doces.

Estudos revelam que a polpa de Açaí da Amazônia contém:

Uma formidável concentração de antioxidantes que ajudam a combater o envelhecimento prematuro, contendo um volume 10-30 vezes maior de antocianinas (antioxidantes roxos) se comparado ao vinho tinto.

A antocianina é conhecida por suas potentes propriedades terapêuticas entre os quais inclui-se o tratamento de retinopatia diabética e de doença fibrocística da mama em seres humanos. Entre os potenciais efeitos fisiológicos das antocianinas incluem-se agentes radioprotetores, químioprotetores, vasoprotetores e anti-inflamatórios.

A principal antocianina no Açaí é a cianidina-3 glucosídeo. A cianidina-3 - glucosídeo é comprovadamente 3.5 vezes mais forte do que Trolox (análogo da vitamina E).

Uma sinergia de gorduras monoinsaturadas (saudáveis), fibras alimentares e fitoesteróis, que contribuem para o sistema cardiovascular e a saúde do trato digestivo.

Um complexo essencial quase perfeito de aminoácidos juntamente com valiosas substâncias minerais, vitais à adequada contração e regeneração musculares. 

Fitoesteróis valiosos. Os Esteróis são componentes de membranas de células vegetais que oferecem inúmeros benefícios ao organismo humano, entre eles, a redução do colesterol.
Os esteróis vêm atualmente sendo usados no tratamento de sintomas associados à hiperplasia benigna da próstata. 

Provas preliminares sugerem que beta-sitosterol (o esterol predominante no Açaí) possa ajudar na prevenção da fraqueza imunológica resultante de grave estresse físico. Boa fonte de fibras, o açaí contém 2.0 gramas de fibra alimentar em uma porção.

As fibras promovem um sistema digestivo saudável. Acredita-se que o baixo teor de fibras na dieta americana seja fator que contribui para a alta incidência de câncer e de doenças cardíacas. Fibras solúveis podem ajudar a reduzir o colesterol sanguíneo; e acredita-se que fibras insolúveis possam ajudar a reduzir o risco de desenvolvimento de certos tipos de câncer.

60% oleico (Ômega 9), ácido graxo monoinsaturado essencial, que auxilia na redução dos níveis do LDL (colesterol ruim) enquanto mantém os do HDL (colesterol bom). 12% linoleico (Ômega 6), ácido graxo poli-insaturado essencial, que comprovadamente reduz os níveis tanto do LDL quanto do HDL.

Ácidos graxos ajudam no transporte e absorção de vitaminas lipossolúveis, i.e., Vitaminas A, E, D, e K. A taxa de ácido graxo do Açaí assemelha-se à do azeite de oliva, a qual se acredita seja um fator que contribui para a baixa incidência de doença coronariana nas populações mediterrâneas.

O principal produto oriundo do fruto é uma bebida de consistência pastosa, denominada açaí. A consistência pastosa da bebida é devido aos elevados teores de amido (9,30%) e pectina (0,67%) encontrados na parte comestível do fruto. São necessários de 2,5 quilos de frutos maduros para a produção de um litro de suco de açaí.

Bebida extraída do pequeno fruto do açaizeiro que produz cachos com dezenas de caroços (frutos) redondinhos. De cor arroxeada, a bebida é assim extraída: 

Colocam-se os caroços do açaí de molho na água para amolecer a casca fina que os reveste. Em seguida os caroços são amassados com água em alguidar de barro ou máquina própria, coando-se então a mistura em peneiras especiais para que se obtenha um líquido roxo, espesso e de sabor característico incomparável. 

Toma-se gelado com açúcar, farinha de tapioca ou farinha-d'água. Há quem o aprecie sem açúcar. É nutritivo e refrescante. É também delicioso no preparo de sorvetes, licores, mousses, etc.


Potencial anticancerígeno do Açaí é reforçado - Mais uma indicação do potencial anticancerígeno do açaí acaba de ser anunciada. Um grupo norte-americano publicou artigo no Journal of Agricultural and Food Chemistry em que descreve como os antioxidantes contidos no fruto originário da Amazônia conseguiram destruir células cancerosas.

O açaí é ouro preto para os produtores paraenses - Pura, com farinha ou arroz e feijão, a polpa do açaí está no cardápio diário dos paraenses e alimenta também uma cadeia produtiva que começa nas propriedades ribeirinhas e vai parar até na mesa dos consumidores australianos e americanos. Uma das frutas mais populares da região norte do Brasil é o tema da nossa segunda reportagem sobre projetos de desenvolvimento sustentável e combate à pobreza na Amazônia.

Açaí, o maná da Amazônia - Sem dúvida, o açaí é uma das palmeiras mais típicas do Pará. Sua maior ocorrência é no estuário do Rio Amazonas, mormente em terrenos de várzea, nos igapós e, também, em terra firme, sendo encontrada, muitas vezes, em formações quase puras ocupando, por isso, ao lado do miriti (ou buriti) o primeiro lugar na exótica e exuberante paisagem amazônica.

Conheça os teores nutricionais e a utilidade dos subprodutos do açaizeiro - O açaizeiro praticamente nada se perde. É uma palmeira que tem multiplicidade de usos. De seus frutos, como já vimos, é extraído um suco altamente energético, muito consumido pela população paraense, mas que, atualmente, vai tendo parte de sua produção exportada para os Estados do Sul/Sudeste do Brasil, bem como para o Nordeste e, mais recentemente, para os Estados Unidos. 

O palmito, muito elogiado por sua leveza, é quase todo exportado. 95% de todo o palmito produzido no Brasil provêm do açaizeiro, sendo o Pará o principal produtor nacional. Apesar da preocupação dos ecologistas, os cultivos racionais do açaizeiro estão surgindo graças ao interesse entre os agricultores tradicionais e grupos empresariais, pelas excelentes perspectivas existentes no mercado brasileiro e no exterior.

A Bonsai Natal vende mudas de açaí para aqueles que querem ter seu próprio açaizeiro produzindo em casa.



 

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Benefícios do chá de Hibisco

Hibisco


  • Nome Científico: Hibiscus rosa-sinensis
  • Nomes Populares: Hibisco, Graxa-de-estudante, Hibisco-da-china, Hibisco-tropical, Mimo-de-vênus
  • Família: Malvaceae
  • Categoria: Arbustos, Arbustos Tropicais, Cercas Vivas, Flores Perenes
  • Clima: Equatorial, Oceânico, Subtropical, Temperado, Tropical
  • Origem: Ásia
  • Luminosidade: Meia Sombra, Sol Pleno
  • Ciclo de Vida: Perene

O hibisco é a flor símbolo do Havaí. Além disso é umas das plantas mais cultivadas nos jardins brasileiros, devido ao seu rápido crescimento, beleza e rusticidade. Há um grande número de variedades, que podem apresentar folhas estreitas ou largas, variegadas ou não e flores das mais diversas formas, tamanhos e cores.
A floração estende-se por todo o ano e as flores são sempre solitárias. Versátil, adapta-se às mais diversas funções paisagísticas, servindo como excelente cerca-viva, arbusto, renques, composições ou simplesmente como planta isolada em vasos.
De característica tropical, o hibisco deve ser cultivado em solo fértil, enriquecido com matéria orgânica com adubações periódicas para uma floração exuberante. Não tolera geadas. Suporta a salinidade e o sombreamento parcial. Multiplica-se por estaquia e alporquia.
O hibisco também é conhecido popularmente como Rosa-da-china, Mimo-de-vênus, Flor-de-graxa, Graxa-de-estudante e Goela-de-leão.

O hibisco é definido como planta medicinal, possuindo propriedades antiespasmódicas, diuréticas, digestivas, laxante suave, corante, aromatizante e calmante. Atualmente, a planta vem sendo utilizada como coadjuvante no tratamento da obesidade e na modulação do equilíbrio orgânico.
Por ser rico em flavonoides, o chá como poderoso antioxidante, auxiliando no combate aos radicais livres, protegendo o coração de doenças e a pele do envelhecimento. O Hibisco é uma planta medicinal que pode ser utilizada para auxiliar nas dietas para emagrecer, no controle da pressão arterial e prevenção de problemas no fígado. Suas flores podem ser usadas em chás, saladas, e outras partes da planta podem ser usadas para fazer geleias, sopas e molhos.

Benefícios do chá de hibisco

O hibisco tem vários benefícios e por isso ele pode ser utilizado para auxiliar no tratamento de diversos problemas de saúde. O hibisco é bom para:

Ajudar a emagrecer porque é um ótimo diurético e também ajuda na queima de gordura;
Consumir o chá de hibisco ajuda na perda de peso, sobretudo após as refeições, onde o chá vai auxiliar na quebra de amidos e açúcar, contribuindo para o emagrecimento. Além disso, o chá de hibiscos é diurético, elevando a taxa de micção.
É termogênico, estimula a queima de gordura corporal. Para a eficácia no tratamento da redução de peso, é fundamental completar com mudanças na alimentação e praticar exercícios regularmente. Junto com o chá verde fazem uma dupla dinâmica para derreter as gordurinhas. O chá de hibisco também emagrece ao fazer a quebra de amidos e açúcar, além de ser rico em antioxidantes, vitamina C e outros nutrientes essenciais.
Tomar diariamente o chá de hibisco é uma ótima forma de emagrecer facilmente, pois ele funciona como diurético e evita a formação de células de gordura no corpo. O hibisco, diferentemente do chá verde, tem um sabor mais agradável e é rico em antioxidantes que previnem doenças do coração e o envelhecimento precoce.

Combate a prisão de ventre porque tem ação laxante;

Combate as doenças do fígado e desintoxica este órgão porque impulsiona o funcionamento deste órgão;

Alivia as cólicas menstruais porque tem ação analgésica;

Combate gripes, resfriados, tosse e a febre porque tem ação expectorante, que facilita a retirada das secreções;

Combate a seborreia no couro cabeludo porque tem propriedades anticaspa;

Alivia a dor de estômago devido a ação analgésica e por ter efeito calmante;

Retarda o envelhecimento da pele porque é rico em antioxidantes;
O chá de hibisco é rico em antioxidantes, responsáveis por combaterem os radicais livres, agentes causadores de envelhecimento e de várias doenças, como o câncer. Uma dieta rica em antioxidantes pode não só melhorar a saúde, mas também estender a vida útil. As flores do hibisco possuem diferentes fito químicos que dão a mesma a coloração vermelha escura, além de uma grande quantidade de antioxidantes, que além de prevenirem o aparecimento de câncer, também melhoram as funções cardíacas, o fluxo de sangue, flexibilidade de vasos sanguíneos, dentre outros benefícios para o corpo.

Reduz as taxas de gordura no sangue;
Dentre os benefícios mais conhecidos decorrentes do consumo regular do chá de hibisco, destacam-se a diminuição do colesterol LDL (colesterol ruim), redução da pressão arterial, queda do risco de aparecimento de doenças cardíacas. Um estudo realizado pelo Departamento de Bioquímica Chung Shan Medical University em Taiwan mostrou que o chá diminui os níveis de colesterol LDL e o risco de doença cardíaca. Um grupo de teste que bebeu chá de hibisco percebeu várias melhorias nos níveis de colesterol. A contagem de colesterol total diminuiu de 236,2 para 218,6 mg dL. O HDL (colesterol bom) aumentou de 48,2 para 56,1 mg/dL, enquanto o LDL (mau colesterol) diminuiu de 137,5 para 128 mg/dL. Os triglicerídeos – um tipo de lipídeo – (gorduras) presentes no sangue, responsáveis por cerca de 95% da gordura no corpo, caiu dramaticamente de 246, para 209,2 mg dL.

Ajuda a normalizar a pressão arterial pois é diurético
Um dos benefícios mais poderosos do hibisco é a sua capacidade para reduzir a pressão arterial. Em um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Tufts, de Boston, ficou sugerido que beber três xícaras de chá de hibisco diariamente reduziu a pressão arterial de pessoas com hipertensão leve e moderada, depois de seis semanas de tratamento. Em outro estudo, conduzido por pesquisadores do Centro de Saúde Natural Bastyr, em Seattle, Washington, beber cerca de 400 gramas do chá por dia durante quatro semanas, reduzia a pressão arterial.

Reduz a retenção de líquidos;
Ajuda a eliminar as toxinas do organismo, responsáveis pela retenção de líquidos, inclusive o inchaço do período menstrual (aumento dos hormônios).

Combate o diabetes;
Em outro estudo, publicado pelo Journal of Alternative and Complementary Medicine (Jornal de Medicina Alternativa e Complementar), 60 pacientes com diabetes tipo II foram divididos aleatoriamente em dois grupos. Um grupo consumiu chá preto, enquanto o outro consumiu chá de hibisco. Os participantes foram orientados a beber quantidades iguais de chá duas vezes ao dia por 30 dias.

Previne anemia;
O hibisco é uma boa fonte de vitamina C, o que auxilia na prevenção e recuperação de várias doenças. Além disso, a vitamina C aumenta a absorção de ferro, o que é especialmente útil para vegetarianos.

Fortalece o sistema imunológico;
Reduz o cansaço.

Modo de fazer

O chá de hibisco é geralmente misturado com outros chás de ervas, sobretudo os chás verde, preto e branco, além do chá de rosa-mosqueta (existem mais de 200 variações de hibiscos, sendo que cada espécie conhecida possui uma pequena alteração no sabor do chá).

Para fazer o chá de hibisco e manter as propriedades da flor, deve-se colocar a água para aquecer e, quando começar a levantar fervura, deve-se apagar o fogo. Após alguns minutos deve-se acrescentar hibisco, tampar o recipiente e deixar repousar por 10 minutos antes de coar e beber.

A proporção correta de hibisco e água é:
  •  2 colheres de sopa de hibisco seco
  •  1 litro de água em início de fervura
Deve-se tomar 3 a 4 xícaras de chá de hibisco diariamente, meia hora antes das principais refeições. Além disso, também pode-se adicionar outras ervas ao chá do hibisco, como a cavalinha ou alfafa, pois melhoram aumentam o efeito diurético e antioxidante do chá.
Para um melhor aproveitamento do chá é indicado fazer a infusão e evitar a adição de açúcar. O ideal é tomá-lo diariamente entre as principais refeições do dia, fazendo somente a quantia que irá beber no dia para que o chá não oxide e perca as propriedades medicinais.
Evite reaquecer o chá depois de pronto, para evitar que ele perca as propriedades. O chá pode ser consumido aquecido ou gelado, dependendo da temperatura ambiente e do gosto.

Hibisco em sucos

Além do chá quente e do chá gelado, o hibisco também pode ser adicionado em sucos de frutas e vegetais. Para preparar os sucos, deve-se substituir a água pelo chá de hibisco gelado, batendo juntamente com frutas e vegetais no liquidificador. O hibisco também pode ser encontrado em cápsulas, que são vendidas em farmácias e lojas de produtos naturais.
O chá tem um sabor suave, semelhante ao da framboesa, e deve ser ingerido sem adicionar açúcar para que alcance o efeito esperado. Além disso, o hibisco tem melhores resultados no emagrecimento quando associado a uma dieta equilibrada e à prática de exercícios físicos.

Efeitos colaterais do Hibisco

Apesar não acontecer em todas as pessoas, o Hibisco pode causar tonturas, fraqueza e sonolência porque ele ajuda na redução da pressão arterial. Assim, que sofre com pressão baixa não deve consumir o hibisco em grandes quantidades, nem sem recomendação médica.
O chá de hibisco pode causar alterações hormonais e prejudicar a fertilidade, por isso está contraindicado para mulheres grávidas ou que desejam engravidar.
Além disso, o excesso de chá de hibisco também pode causar intoxicação do organismo, alterações da pressão e fraqueza muscular. Por isso, o máximo que deve ser ingerido são 6 xícaras de chá por dia.

Contraindicações do chá de hibisco
Por ter diversas propriedades no organismo e por causar alterações hormonais, o chá de hibisco está contraindicado em casos de:
  • Gravidez;
  • Pessoas que desejam ter filhos, pode, em alguns casos, dificultar a gravidez e causar infertilidade;
  • Mulheres na TPM;
  • Pessoas com problema de pressão baixa;
  • O hibisco está contraindicado durante a amamentação pois altera os hormônios.