Bioma Pradaria
Área 750 000 km²
Países Argentina, Brasil, Uruguai
Pampa, Pampas, Pradarias, Campos do Sul, Campos Sulinos e
Campanha Gaúcha são termos que se referem à região pastoril de planícies com
coxilhas localizada no sul da América do Sul.
Abrange a metade meridional do estado brasileiro do Rio
Grande do Sul (ocupando cerca de 63% do território do estado), o Uruguai e as províncias
argentinas de Buenos Aires, La Pampa, Santa Fé, Córdoba, Entre Ríos e
Corrientes.
"Pampa" originou-se do vocábulo quéchua pampa, que
significa "planície". "Campos" é oriundo do termo latino
CAMPV. "Campanha" é oriundo do termo latino tardio CAMPANIA.
Ecologicamente, é um bioma caracterizado por uma vegetação composta
por gramíneas, plantas rasteiras e algumas árvores e arbustos encontrados
próximos a cursos d'água, que não são abundantes.
Comparados às florestas e às savanas, os campos têm
importante contribuição na preservação da biodiversidade, principalmente por
atenuar o efeito estufa e auxiliar no controle da erosão.
Na parte brasileira do bioma, existem cerca de 3 000
espécies de plantas vasculares, sendo que aproximadamente quatrocentas são
gramíneas, como capim-mimoso, pelo menos 385 espécies de aves, como pica-paus,
caturritas e anum-pretos e noventa de mamíferos terrestres, como guaraxains,
veados e tatus. No Brasil, é um bioma ameaçado.
O clima da região é o subtropical, que se caracteriza por
temperaturas amenas e chuvas com pouca variação ao longo do ano. O solo, em
geral, é fértil, sendo bastante utilizado para a agropecuária.
O Pampa está restrito ao estado do Rio Grande do Sul, onde
ocupa uma área de 176.496 km² (IBGE, 2004). Isto corresponde a 63% do
território estadual e a 2,07% do território brasileiro.
As paisagens naturais do Pampa são variadas, de serras a
planícies, de morros rupestres a coxilhas. O bioma exibe um imenso patrimônio
cultural associado à biodiversidade.
As paisagens naturais do Pampa se caracterizam pelo
predomínio dos campos nativos, mas há também a presença de matas ciliares,
matas de encosta, matas de pau-ferro, formações arbustivas, butiazais,
banhados, afloramentos rochosos, etc.
Por ser um conjunto de ecossistemas muito antigos, o Pampa
apresenta flora e fauna próprias e grande biodiversidade, ainda não
completamente descrita pela ciência.
Estimativas indicam valores em torno de 3000 espécies de
plantas, com notável diversidade de gramíneas, são mais de 450 espécies
(campim-forquilha, grama-tapete, flechilhas, brabas-de-bode, cabelos de-porco,
dentre outras).
Nas áreas de campo natural, também se destacam as espécies
de compostas e de leguminosas (150 espécies) como a babosa-do-campo, o
amendoim-nativo e o trevo-nativo.
Nas áreas de afloramentos rochosos podem ser encontradas
muitas espécies de cactáceas. Entre as várias espécies vegetais típicas do
Pampa vale destacar o Algarrobo (Prosopis algorobilla) e o Nhandavaí (Acacia
farnesiana) arbusto cujos remanescentes podem ser encontrados apenas no Parque
Estadual do Espinilho, no município de Barra do Quaraí.
A fauna é expressiva, com quase 500 espécies de aves, dentre
elas a ema (Rhea americana), o perdigão (Rynchotus rufescens), a perdiz
(Nothura maculosa), o quer-quero (Vanellus chilensis), o caminheiro-de-espora
(Anthus correndera), o joão-de-barro (Furnarius rufus), o sabiá-do-campo (Mimus
saturninus) e o pica-pau do campo (Colaptes campestres).
Também ocorrem mais de 100 espécies de mamíferos terrestres,
incluindo o veado-campeiro (Ozotoceros bezoarticus), o graxaim (Pseudalopex
gymnocercus), o zorrilho (Conepatus chinga), o furão (Galictis cuja), o
tatu-mulita (Dasypus hybridus), o preá (Cavia aperea) e várias espécies de
tuco-tucos (Ctenomys sp).
O Pampa abriga um ecossistema muito rico, com muitas
espécies endêmicas tais como: Tuco-tuco (Ctenomys flamarioni), o
beija-flor-de-barba-azul (Heliomaster furcifer); o sapinho-de-barriga-vermelha
(Melanophryniscus atroluteus) e algumas ameaçadas de extinção tais como: o
veado campeiro (Ozotocerus bezoarticus), o cervo-do-pantanal (Blastocerus
dichotomus), o caboclinho-de-barriga-verde (Sporophila hypoxantha) e o
picapauzinho-chorão (Picoides mixtus) (Brasil, 2003).
Trata-se de um patrimônio natural, genético e cultural de
importância nacional e global. Também é no Pampa que fica a maior parte do
aquífero Guarani.
Desde a colonização ibérica, a pecuária extensiva sobre os
campos nativos tem sido a principal atividade econômica da região. Além de
proporcionar resultados econômicos importantes, tem permitido a conservação dos
campos e ensejado o desenvolvimento de uma cultura mestiça singular, de caráter
transnacional representada pela figura do gaúcho.
A progressiva introdução e expansão das monoculturas e das
pastagens com espécies exóticas têm levado a uma rápida degradação e
descaracterização das paisagens naturais do Pampa.
Estimativas de perda de hábitat dão conta de que em 2002
restavam 41,32% e em 2008 restavam apenas 36,03% da vegetação nativa do bioma
Pampa.
A perda de biodiversidade compromete o potencial de
desenvolvimento sustentável da região, seja perda de espécies de valor
forrageiro, alimentar, ornamental e medicinal, seja pelo comprometimento dos
serviços ambientais proporcionados pela vegetação campestre, como o controle da
erosão do solo e o sequestro de carbono que atenua as mudanças climáticas, por
exemplo.
Em relação às áreas naturais protegidas no Brasil o Pampa é
o bioma que menor tem representatividade no Sistema Nacional de Unidades de
Conservação (SNUC), representando apenas 0,4% da área continental brasileira
protegida por unidades de conservação.
A Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), da qual o
Brasil é signatário, em suas metas para 2020, prevê a proteção de pelo menos
17% de áreas terrestres representativas da heterogeneidade de cada bioma.
As “Áreas Prioritárias para Conservação, Uso Sustentável e
Repartição de Benefícios da Biodiversidade Brasileira”, atualizadas em 2007,
resultaram na identificação de 105 áreas do bioma Pampa, destas, 41 (um total
de 34.292 km2) foram consideradas de importância biológica extremamente alta.
Estes números contrastam com apenas 3,3% de proteção em
unidades de conservação (2,4% de uso sustentável e 0,9% de proteção integral),
com grande lacuna de representação das principais fisionomias de vegetação
nativa e de espécies ameaçadas de extinção da fauna e da flora.
A criação de unidades de conservação, a recuperação de áreas
degradadas e a criação de mosaicos e corredores ecológicos foram identificadas
como as ações prioritárias para a conservação, juntamente com a fiscalização e
educação ambiental.
O fomento às atividades econômicas de uso sustentável é
outro elemento essencial para assegurar a conservação do Pampa.
A diversificação da produção rural a valorização da pecuária
com manejo do campo nativo, juntamente com o planejamento regional, o
zoneamento ecológico-econômico e o respeito aos limites ecossistêmicos são o
caminho para assegurar a conservação da biodiversidade e o desenvolvimento
econômico e social.
O Pampa é uma das áreas de campos temperados mais
importantes do planeta.
Cerca de 25% da superfície terrestre abrange regiões cuja
fisionomia se caracteriza pela cobertura vegetal como predomínio dos campos –
no entanto, estes ecossistemas estão entre os menos protegidos em todo o
planeta.
Na América do Sul, os campos e pampas se estendem por uma
área de aproximadamente 750 mil km2, compartilhada por Brasil, Uruguai e
Argentina.
No Brasil, o bioma Pampa está restrito ao Rio Grande do Sul,
onde ocupa 178.243 km2 – o que corresponde a 63% do território estadual e a
2,07% do território nacional.
O bioma exibe um imenso patrimônio cultural associado à
biodiversidade. Em sua paisagem predominam os campos, entremeados por capões de
mata, matas ciliares e banhados.
A estrutura da vegetação dos campos – se comparada à das
florestas e das savanas – é mais simples e menos exuberante, mas não menos
relevante do ponto de vista da biodiversidade e dos serviços ambientais.
Também conhecido pelos nomes de Campanha Gaúcha, Campos
Sulinos e Campos do Sul, o pampa foi o território onde ocorreram as batalhas da
Guerra do Paraguai entre os anos de 1865 e 1870, conflito que teve participação
do Paraguai, Brasil, Argentina e Uruguai.
Apesar de ser uma área de campos, o pampa também apresenta
outras formações geográficas como grutas e cavernas, encontradas em regiões
como Caçapava do Sul e Pedra do Segredo. Além disso, possui sítios
arqueológicos como o de Mata, cidade do Rio Grande do Sul, onde são encontradas
árvores petrificadas.
No que se refere à vegetação, o pampa tem o predomínio da
herbácea, que possui entre 10 e 50 cm de altura, gramíneas, alguns arbustos e
árvores (perto de cursos d’água); e plantas rasteiras. O relevo aplanado possui
entre 500 metros e 800 metros de altitude.
Ao ser observado ao longe, o pampa tem a aparência de um
tapete verde por possuir paisagem plana e homogênea. Em comparação a savanas e
florestas, o pampa é considerado fundamental na atenuação do efeito estufa,
controle da erosão do solo e preservação da biodiversidade.
Na parte do pampa que pertence o Brasil, são encontrados
mais de 3 mil tipos de plantas vasculares. Entre elas, destacam-se as gramíneas
como o capim-mimoso, que compõe a dieta de equinos, bovinos e grandes
herbívoros silvestres.
O pampa conta com mais de 350 espécies de aves como
caturritas, anus-pretos e pica-paus, além de 90 tipos de mamíferos como tatus,
veados e guaraxains. Com temperatura amena e chuvas que não variam muito
durante o ano, o clima do pampa é considerado subtropical. Com solo fértil, é
uma área importante para a agropecuária.
Na região do pampa, encontram-se diversos animais ameaçados
de extinção. Entre eles estão: tamanduá, caxinguelê, preguiça-de-coleira,
espécies de saguis, mico-leão-dourado, guariba, macaco-prego, jaguatirica, onça
pintada, entre outros. As aves em risco de extinção são: gaturamos, saíras,
tucanos, beija-flores, sanhaço, araponga, tié-sangue, jacutinga, macuco e o
jacu.
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