Pertencente à família das Magnolídeas, a pariparoba, também conhecida como caena, caapeba, catajé, capeba do campo, lençol de santa bárbara, manjerioba e aguaxima, é um subarbusto reto e perene muito ramificado.
Nativa de todos os lugares do Brasil, principalmente da mata atlântica, a planta pode ser cultivada para fins ornamentais, apesar de ser muito usada para fins medicinais. As partes utilizadas para este fim são as raízes, caule e folhas.
Com aroma semelhante ao da menta, a planta possui muitos benefícios que podem ser aproveitados na forma de chás, por exemplo. Há muitos anos a planta vem sendo usada para trazer a força feminina de volta e o tipo das pariparobas inclui cerca de 5 gêneros e, aproximadamente, 500 espécies.
Os benefícios e as propriedades da pariparoba
Com propriedades diuréticas, antiblenorrágica, antimalárica, vermífuga e anti-inflamatória, a planta pode ser usada para tratamento de doenças do fígado, inchaço, inflamações da perna, além de afecções das vias urinárias, afecções gástricas e hepáticas, debilidade orgânica em geral, dores de estômago, enjoo, azia, gonorreia, úlceras, epilepsia, queimaduras leves, dores de cabeça, entre outros benefícios.
A planta possui óleo essencial em suas folhas que é útil na aromaterapia. Além disso, o tratamento e controle dos radicais livres vêm sendo estudado por meio da pariparoba devido às suas propriedades antioxidantes.
Seu uso pode ser feito também para proteção da pele diante dos malefícios e efeitos imediatos e crônicos da radiação solar, além da diminuição da elastina e do colágeno.
É auxiliar ainda no combate à anemia e na melhora da digestão e pode ser usada na forma de chá ou cataplasma, podendo ser encontrada para venda em lojas de produtos naturais e farmácias fitoterápicas.
O elixir da juventude
Acredita-se que, de acordo com pesquisas da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP, a planta é rica em 4-nerolidilcatecol, uma substância que protege a pele contra os raios ultravioletas.
Essa substância é encontrada nas raízes e pode ajudar ainda a manter os níveis normais de vitamina E, evitando a oxidação de membranas celulares.
Seu consumo pode ser útil ainda ao impedir o espessamento da epiderme, algo comum antes da formação do câncer de pele, além de combater o envelhecimento precoce da pele.
Contraindicações e precauções
O tratamento com qualquer forma de aplicação da pariparoba é contraindicado para pacientes gestantes ou ainda em fase de lactação. O consumo de forma excessiva pode acarretar em efeitos contrários ao esperado, podendo proporcionar um desconforto ainda maior.
Planta da família das piperaceae. Arbusto de 1 a 2 metros de altura, com ramos estriados e com pelos. Folhas ovaladas, arredondadas ou em forma de rim.
As flores são minúsculas e distribuídas em espigas de até 10 cm de comprimento. Nativa brasileira, ocorre desde a Amazônia até o Rio de Janeiro, em solos estercados e úmidos, próximos ou em bosques, também conhecida como caena, paiparoba e aguascina.
Ocorre em São Paulo, Minas Espírito Santo e sul da Bahia.
Muito popular no Brasil como planta medicinal após a introdução no país pelos escravos africanos, tornou-se invasora.
Partes utilizadas: Raízes.
Propriedades medicinais: antirreumática, antianêmica, antiespasmódica, antigonorréica, anti-inflamatória, colagogo, desobstruente, desopilante do fígado, diurética, emoliente, estomáquica, febrífuga, hemorroidas, laxativa, sudorífera, tônica, vermífuga.
Diurética e desopilante do fígado, combate a febre e regula a menstruação. Usada contra a insuficiência hepática.
Princípios ativos: Óleo essencial, compostos fenólicos, esteróides, mucilagens, chavicina, pariparobina, jamborandina, piperatina, piperina.
Uso pediátrico: Hepatites virais e síndrome pós hepatite.
Uso na gestação e na amamentação: Não há relatos de contraindicação. Mas devido à falta de testes conclusivos, deve-se evitar seu uso nos 3 primeiros meses de gestação e na amamentação.
Superdosagem: Não há relatos de intoxicação por superdosagem. Caso ocorra deverá ser feito o esvaziamento gástrico por lavagem com soro fisiológico. Uso de sonda gástrica em sifonagem. Recomenda-se hidratação endovenosa para promover diurese abundante.
Toxicologia : Em dose acima da indicada pode provocar náuseas, vômitos, cólicas, diarreia, pequena elevação de temperatura, cefaleia, tremores nos membros que podem evoluir até a paralisia, erupções urticosas na pele, aumento da diurese.
Doses muito acima do normal pode causar inflamação colecistica e pielorenal, dores nas regiões, hepato-vesicular, lombar e vesical, ematuria, presença de cristais de oxalato, uratos, de bile e de alguns resíduos celulares, sedimentos e resina na urina.
Farmacologia: Os óleos essenciais, especialmente o carquejol, atuam sobre o hepatócito, aumentando a produção da bile e protegendo contra a peroxidação lipídica da membrana celular.
Os princípios amargos estimulam as papilas gustativas, aumento o apetite e a produção de suco gástrico.
Os flavonoides aumentam o débito urinário.
Sua farmacologia ainda é pouco pesquisada.
Impede a absorção de glicose no tubo digestivo, reduzindo a glicemia e causando efeito laxativo por osmose.
Farmacodinâmica: Possui ação colagoga e reduz a mortalidade e a incidência de lesões celulares do hepatócito submetido a agressões químicas e biológicas.
Usada como tônica digestiva, estomáquica, vermífuga, colagoga, litogoga, hipoglicemiante, diurética, laxativa discreta e antigripal.
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