A mirra é uma planta pertencente à família das Chenopodiaceae, e também é bastante conhecida como mirra arábica, incenso e mirra verdadeira.
Trata-se de um arbusto espinhento que pode chegar até 3 metros de altura, e é comum na Arábia e no nordeste da África.
De nome científico Commiphora myrrha, a planta possui folhas escassas, terminas e trifoliadas, contendo alguns folíolos laterais pequenos e dentados nas pontas.
O fruto é marrom, oval e possui 7 mm de comprimento, sendo uma planta oleosa com sabor amargo e ácido, mas um cheiro bastante característico.
O nome é muito conhecido devido à presença da mirra entre os presentes dos três Reis Magos à Jesus, que foram ouro, incenso e mirra. A planta era também usada na mumificação no Antigo Egito e é mundialmente conhecida por seus benefícios.
Benefícios e propriedades
As partes usadas para fins medicinais são as resinas que são extraídas quando a planta é cortada. Possui propriedades anti-inflamatória, antisséptica, estimulante, analgésica e aromática.
Seu uso é indicado no tratamento de entorses, contusões e torcicolo, além de nevralgia, dores de garganta, inflamações da gengiva, ferimentos da boca, mau hálito, dentes moles, acne, pele envelhecida, desodorante corporal, inflamações da pele e úlceras, além de ser um excelente repelente de insetos natural.
Como usar
Atenção: o uso de mirra deve ser feito apenas externamente.
Em um recipiente, coloque uma xícara de água para ferver. Em seguida, adicione uma colher de chá do pó de mirra em uma xícara e reserve.
Quando a água ferver, jogue por cima da mirra e tampe, deixando descansar por aproximadamente 10 minutos. Em seguida, para cada uso, aplique de forma diferente:
Contusões e dores musculares, além de alergias da pele, ulceras, acne, pele envelhecida entre outros: usar para umedecer um pano e fazer compressa.
Inflamações da boca, gengivite, faringite, amigdalite e dente mole: usar para fazer bochechos duas vezes ao dia.
Como óleo e aromatizante, pode ser usada para meditação.
Pode ser aplicada em todo o corpo na forma de repelente natural.
Contraindicações e precauções
O uso de mirra pode interferir no tratamento para o diabetes, pois possui propriedades hipoglicemiantes documentadas. Por isso é preciso ter uso acompanhado por profissional competente e monitoramento contínuo da glicemia.
Seu uso é contraindicado para pacientes gestantes ou em fase de lactação.
A mirra, uma resina de sabor amargo de origem ancestral, e apreciada há milhares de anos enquanto remédio depurativo e antisséptico. Usada em perfumaria, desinfeta os tecidos com os quais contata.
Habitat: Leste do Mediterrâneo, África oriental, Yemen e sul da Arábia.
Parte usada: Uma resina que a planta exala quando cortada.
Propriedades medicinais: Aromática, analgésica tópica, estimulante e antisséptica, anti-inflamatório para boca e faringe.
Indicações: Contusões, entorses, torcicolo, nevralgia. Usa-se a tintura em gargarejes e bochechos para aliviar dor de garganta, inflamações da gengiva e ferimentos na boca, na dose de cinco gotas em meio de copo de água. A infusão feita com uma colher de chá da erva e meio litro de água fervente elimina mau hálito e dentes moles, e deve ser tomada na dose de uma colher de chá de quatro a cinco vezes ao dia.
Usado em produtos cosméticos, para a acne, pele envelhecida, desodorante corporal, inflamações da pele e úlceras.
A mirra é uma pequena árvore repleta de espinhos, comum em regiões semidesérticas do Oriente Médio e do nordeste da África.
Usada como ingrediente primário em cosméticos e incensos antigos, a mirra tem ainda outra aplicação antiga: a mumificação dos mortos.
Seu nome significa “lágrimas amargas”, devido à sua seiva, que escorre em gotas na forma de lágrimas quando a árvore é cortada.
Outra forma de consumo de povos antigos, era a sua adição ao vinho por parte dos povos hebreus e gregos, de forma a buscar a intensificação dos sentidos.
A colheita de sua resina é feita por meio das fissuras das cascas, sendo seca e transformada em secreções granulares. De aroma quente, apimentado e amargo, a planta é usada ainda com fins medicinais até os dias atuais.
Entre seus componentes, encontramos pinene, dipentene, hirabolene, limonene, cadinene, ácido fórmico, ácido acético, ácido mírrico, eugenol, cinamaldeído, cuminaldeído e resinas.
A planta possui propriedades terapêuticas que envolvem sua ação antisséptica, anti-inflamatória, antibacteriana e antifúngica, além de agir como descongestionante, adstringente, curando feridas e também estimulando a menstruação.
Acredita-se que tenha efeito revigorante, combatendo a fraqueza, a apatia e o desanimo. É eficaz ainda no tratamento de problemas pulmonares, purificando e eliminando o excesso de mucosidade, ajudando no tratamento de doenças como a bronquite, resfriado, inflamações da garganta, faringite, tosse e febre glandular.
Seu consumo ajuda também no tratamento de problemas de boca, gengiva e mau hálito decorrente de problemas gástricos. Age como tônico para o estômago, aumentando o apetite, controlando a diarreia e aliviando a flatulência, a acidez e as hemorroidas. Pode ser usada para tratamento de fluxo menstrual escasso, leucorreia, além de enfermidades causadas por fungos vaginais.
Quando aplicada na pele, pode ser usada para tratar furúnculos, ulcerações cutâneas, ferimentos, escaras, eczema e pé de atleta. Além disso, uma de suas características mais marcantes é que pode conter a degeneração dos tecidos, atuando tanto internamente quanto externamente. Além disso, combate o envelhecimento precoce da pele, mantendo-a mais saudável, assim como as unhas.
Precauções e contraindicações
O consumo de mirra pode intensificar a atividade da tireoide, por isso, caso a tenha superativa, não faça o uso desse medicamento natural.
A mirra é contraindicada para mulheres gestantes ou em fase de lactação. O óleo não costuma causar alergias e reações adversas, mas é importante realizar o teste de sensibilidade, aplicando uma pequena quantidade do produto na parte interna do braço e aguardando uma hora. Caso haja irritação ou sensibilidade, o uso deve ser descontinuado.
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