De nome científico ruscus aculeatus L., a gilbardeira é uma planta muito comum na Europa Mediterrânea, Sudoeste da Ásia e no Norte da África.
A gilbardeira é conhecida por ser utilizada como ornamento em festas natalinas como um símbolo de prosperidade. Em alguns lugares do mundo, as pessoas consomem os seus brotos quando ainda estão jovens, o sabor lembra o do aspargo, embora os brotos sejam mais amargos.
A planta possui frutinhas vermelhas, semelhantes a cerejas, estas, porém, não devem ser consumidas pois são muito tóxicas e podem causar diarreia.
Benefícios da planta para a saúde
A ruscus aculeatus pode ser utilizada de várias maneiras e para vários motivos, sendo os principais ajudar no tratamento de doenças venosas como varizes, hemorroidas, dores e coceiras decorrentes de má circulação, inchaços e cãibras, reforçando as paredes das veias e aumentando a sua resistência e elasticidade.
Não só para tratar, mas a planta também é utilizada para melhorar a circulação sanguínea para os órgãos sendo os principais cérebro, rins e fígado e membros do corpo como braços e pernas. Suas propriedades também permitem que a planta seja utilizada para tratar de prisões de ventre além de possuir substancias anti-inflamatórias e ser um bom diurético, o que faz o corpo não reter mais água e elimina várias substancias tóxicas do corpo humano.
A parte da planta mais utilizada para se fazer remédios naturais são as suas raízes, e os medicamentos podem ser utilizados tanto via interna como externa.
Existem alguns cremes e supositórios que possuem a gilbardeira como ingrediente principal, ela também pode ser ingerida por cápsulas que são encontradas em lojas de produtos naturais, mas a planta é geralmente mais utilizada em forma de chá, seja para beber ou para ser aplicado em forma de compressas.
Precauções
Apesar de ser um remédio natural e ser bastante seguro, não é recomendável que seja usado por pessoas com pressão alta, gestantes, lactantes e crianças menores de 12 anos.
Classificação científica
Reino:Plantae
Subreino:Tracheobionta
Divisão:Magnoliophyta
Classe:Liliopsida
Subclasse:Liliidae
Ordem:Asparagales
Família:Asparagaceae
Subfamília:Nolinoideae
Género:Ruscus
Espécie:R. aculeatus
Nome binomial
Ruscus aculeatus
Ruscus aculeatus L. é uma espécie de fanerógama arbustiva, perenifólia, pertencente à família das asparagáceas, conhecida pelo nome comum de gilbardeira.
A presença de cladódios rígidos terminados num acúleo dá às ramagens da planta um carácter rígido e áspero, o que levou a que tradicionalmente fosse utilizada na confecção de vassouras para limpezas exteriores. A espécie é considerada como sendo uma planta medicinal.
Ruscus aculeatus é uma planta perenifólia arbustiva, com 30–80 cm de altura, de cor verde-escuro, com rizomas subterrâneos, caracterizada pela presença de caules florais achatados, formando cladódios com a aparência de folhas endurecidas e terminadas num espinho.
Os caules florais são masculinos ou femininos, em ambos os casos apresentando dois tipos de caules: os normais, lisos e arredondados; e os modificados, com cladódios em forma de falsas folhas, de forma ovo-lanceolada de 2 a 3 cm de comprimento e terminando numa ponta rígida e perfurante.
As verdadeiras folhas estão ausentes nas plantas adultas, reduzidas ao espinho no ápice do cladódio. As estruturas rígidas com forma de folhas lanceoladas são na realidade caules modificados (os cladódios), já que as folhas são muito pequenas, em forma de escama, e normalmente passam despercebidas, aparecendo nas axilas e tendo apenas entre 3 e 4 mm de comprimento. Toda a superfície da planta faz fotossíntese, com exceção das folhas verdadeiras que se desprendem rapidamente.
As flores são pequenas, monoicas, com o sexo do ramo em que se instalam, de cor amarelo-esverdeada ou violácea, surgindo isoladas na parte central dos cladódios.
Cada flor tem seis pétalas em dois verticilos, sendo que as flores femininas são tricarpelares, com ovário súpero, enquanto as masculinas têm três estames soldados pelos filamentos. A polinização é feita por insetos (entomogamia). Floresce no inverno e na primavera.
No outono e inverno, as plantas femininas produzem bagas vermelhas, com 10 a 12 mm de diâmetro, com duas sementes, as quais se destacam sobre o verde escuro da planta. As sementes são dispersas pelos dejetos das aves que comem os frutos (endozoocoria).
A planta também se reproduz pela via vegetativa através dos rizomas.
Ruscus aculeatus ocorre nas margens de florestas, em sebes e em margens de terrenos, sendo tolerante em relação ao ensombramento.
Utilização em medicina tradicional
Ruscus aculeatus é utilizada em várias formas em medicina tradicional e ervanária, sendo utilizada para melhorar a circulação sanguínea para o cérebro, pernas e mãos. É igualmente utilizada para aliviar a obstipação, reduzir a retenção de água e melhorar a circulação, nomeadamente no tratamento de veias varicosas e na redução de hemorróidas.
Foi aprovada pela Kommission E da Alemanha e incluída nas instruções para o tratamento de hemorróides.
Um estudo publicado em 1999 sugere que R. aculeatus pode ser utilizada para reduzir os sintomas da hipotensão postural sem aumentar a tensão arterial na posição supina.
A explicação para esse efeito parece incluir a estimulação dos adrenoreceptores venosos alfa-1 e alfa-2 e o decréscimo da permeabilidade capilar.
Componentes Químicos
• Saponinas esteroides
• Cumarínicos
• Esparteína
• Tiramina
• Ácido glicólico
• Flavonoides
• Sais de potássio
• Benzofuranos
• Óleo essencial
Benefícios no organismo e propriedades medicinais
Anti-inflamatória
Diurética
Laxante
Possui ação venotônica, ou seja, melhora o tônus, ou é tônica para os vasos sanguíneos, melhorando a elasticidade para o bom fluxo sanguíneo. Os capilares (veias bem finas arteriais) são beneficiados. Evita a flebite, que é a inflamação na parede das veias.
Ativa os receptores Alfa-1, Alfa-2-adrenérgicos pós-juncionais, fechando e elastificando os vasos. Em estudos feitos em animais, constatou-se que é boa para sintomas de flebopatia crônica dos membros inferiores, ou seja, alivia as dores das varizes e doenças das veias.
Partes usadas
Rizoma e raiz (mas para fazer os medicamentos fitoterápicos, se extrai também das folhas)
Para que serve
Artrite
Dor Nas Pernas
Hemorroida
Infecção Urinária
Prurido
Varizes
Vasoconstritora
Venotônica
Cuidados no uso e advertências
Os saponósidos da planta possuem ação irritante, portanto pode aparecer irritação no estômago, azia, quando em doses elevadas. Cuidado com crianças perto das plantas, pois foi relatado casos de intoxicação com vômito, com convulsão imediata, seguido de diarreia em alguns casos, quando elas consomem por acidente os frutos que encontram.
Quando for usada como diurética, observar se o paciente tem doenças como hipertensão, doenças no coração, insuficiência renal. Também tem ação laxante.
Não usar a gilbardeira enquanto estiver tomando remédios para hipertensão, pode ocorrer problemas.
Os inibidores de MAO, ou IMAO, são medicamentos que atuam bloqueando a ação da enzima monoamina oxidase e são usadas no tratamento da depressão.
Não usar a gilbardeira junto com esses fármacos para não ocorrer uma crise hipertensiva por causa da tiramina que se encontra na gilbardeira, podendo ocorrer dor de cabeça forte e até uma hermorragia cerebral.
Gestantes e lactantes não podem usar
Os efeitos a longo prazo não são conhecidos, portanto use com cautela.
Localização
Originária do Mediterrâneo e sul dos Estados Unidos. Mata atlântica à Europa Central e Meridional. Sudoeste da Ásia e Norte da África.
Na natureza se acha em terrenos arborizados, com terra calcária. É cultivada como planta ornamental, apesar de ter poderes medicinais.
Mas lembre-se, as que são plantadas no meio urbano não são boas para a colheita para fins medicinais. Encontram-se também em bosques, relvas, sebes em Portugal.
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